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Uma comunidade abençoada pela missão

Com pouco mais de 32 anos, comunidade de Testo Rega é agraciada por um dos maiores ícones católicos da Era Moderna: Santa Terezinha

27 de outubro de 2019

Continuando com a série de reportagens sobre a história da Igreja Católica, em Pomerode, nesta edição vamos falar da “caçula” entre as capelas da cidade, que homenageia a padroeira das missões, sem nunca ter saído do Carmelo: Santa Tereza do Menino Jesus, ou simplesmente, Santa Terezinha.

A comunidade, localizada no bairro de Testo Rega, foi fundada, oficialmente, em 13 de junho de 1987, justamente, por ter sido agraciada com as Santas Missões, realizada pelo então pároco de Pomerode, Pe. Otávio Maffezolli, e pelo Pe. Elmar J. Lenhard, missionário redentorista. Então, com grupos de oração, missas, catequese e as Santas Missões, uma nova etapa foi iniciada, através da formação de uma diretoria e a escolha da Padroeira. No entanto, a fé e o temor a Deus sempre foram características da comunidade, quando as orações e novenas eram realizadas em casas de famílias.

O próprio padre Maffezolli, vendo a devoção daquela comunidade, incentivou para que fosse fundada uma capela, o que facilitaria a participação das famílias nas celebrações, antes concentradas na Paróquia São Ludgero, no centro de Pomerode. Tanto que as primeiras celebrações foram feitas em uma sala de aula da Escola Prudente de Morais, com o aval da diretora, Noemi Vieira de Campos Schroeder. Aos poucos, o espaço também ficou pequeno e as celebrações foram transferidas ao porão e, posteriormente, ao refeitório.

E enfim, quando todos os espaços já não eram mais suficientes, as celebrações eram realizada debaixo de uma árvore no pátio da escola. Foi então que surgiu a Comunidade Católica Prudente de Morais, na qual os integrantes Álvaro Bankhardt, Aloísio Gazaniga, Mércia Kienen e Silvino Fuck foram os primeiros catequistas, com o apoio do padre. Já a primeira imagem de Santa Terezinha foi doada à comunidade por Elmo Henrique Koprowski, um dos fundadores da capela.

Com o passar do tempo, viu-se a necessidade da construção de uma sede, própria, o que foi realizado tempos mais tarde. Hoje, a comunidade é referência, pela sua fé e perseverança, além do amplo espaço destinado à catequese e às celebrações, em prol da comunidade.

Atualmente, tem como presidente Antônio Baseggio, que é membro desde 1997. “A comunidade de Santa Terezinha tem uma importância muito grande para Pomerode, tanto no encontro da paz, na busca de Deus em nossas vida, no encontro das famílias, na fraternidade e no divertimento. E a nossa padroeira é um exemplo de humildade, paz, bondade e entrega a Deus”, ressalta.

A Padroeira 

Santa Tereza do Menino Jesus nasceu no dia 02 de janeiro de 1873, em Alençom, baixa Normandia, na França. Foi batizada como Marie Françoise Thérèse Martin, filha de Louis Martim, relojoeiro e joalheiro, que quis ser monge na ordem de São Bernardo de Claraval, e Zélie Guérin, famosa bordadeira do ponto de Alençon.

Desde o nascimento, sempre foi fraca e doente. Mas um dia, porém, olhando para a imagem da Imaculada Conceição de Maria, de quem seus pais eram devotos, a Virgem a sorriu e ela ficou curada. Nesse dia, Terezinha decidiu entrar para o Carmelo, mas como tinha apenas 14 anos, não poderia, por causa das regras da Igreja.
Só que, numa viagem feita à Itália, pediu autorização diretamente ao Papa Leão Xlll e este concedeu. Assim, em abril de 1888, ela entrou para o Carmelo com o nome de Thérèse de I’Enfant Jesus (Tereza do Menino Jesus).

A jovem levou a sério o caminho da perfeição escrito por sua fundadora Santa Tereza de Jesus (Santa Tereza D’Ávila). Porém, Terezinha revelou que não tinha forças para fazer as grandes obras heroicas dos santos famosos da Igreja, mas que só conseguia fazer pequenas coisas. Mas afirmava que a perfeição e a santidade podem estar justamente nestas pequenas coisas, nos pequenos gestos e obrigações cotidianas que fazemos com amor. Santa Tereza do Menino Jesus sofreu por quase três anos de tuberculose, que, naquela época não tinha cura. Chegou a dizer que jamais pensou que fosse capaz de sofrer tanto, mas teve paciência e fez tudo por amor, sem jamais reclamar, nem murmurar. Faleceu no dia 30 de setembro de 1897, aos 24 anos de idade. 

Sua canonização foi feita pelo Papa Pio Xl, em 1925, no dia 17 de maio. No ano de 1927, foi declarada Patrona Universal das Missões Católicas. Já em 1997, no centenário de sua morte, o Papa João Paulo II, na Carta Apostólica Divinis Amoris Scientia, a declarou Doutora da Igreja, em virtude da sua mensagem da Infância Espiritual e da Contemplação da Face de Cristo. Seus pais, Luis Martin e Zélia Guerin, foram beatificados pela Igreja, no ano de 2008, no dia Mundial das Missões, na basílica de Lisieux, dedicada a Santa Terezinha.

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