Um som que faz mal à saúde
Isso mesmo. Assim é o zumbido, um som que não está ao nosso redor, mas dentro de nós, isto é, dentro da via auditiva. Ele pode ser percebido no ouvido ou na cabeça e pode ter uma única ou múltiplas causas. De acordo com a fonoaudióloga, Taís Joaquina, “o zumbido não é uma doença, mas um sintoma, uma percepção auditiva fantasma, cuja intensidade é impossível de ser mensurada”.
Isso mesmo. Assim é o zumbido, um som que não está ao nosso redor, mas dentro de nós, isto é, dentro da via auditiva. Ele pode ser percebido no ouvido ou na cabeça e pode ter uma única ou múltiplas causas. De acordo com a fonoaudióloga, Taís Joaquina, “o zumbido não é uma doença, mas um sintoma, uma percepção auditiva fantasma, cuja intensidade é impossível de ser mensurada”. Para alertar sobre o problema foi criado o dia Nacional de Conscientização do Zumbido, comemorado em 11 de novembro.
O zumbido no ouvido pode ser referido como um chiado, apito, barulho de chuveiro, de cachoeira, de concha, de cigarra, do escape da panela de pressão, do esvoaçar de um inseto e pode ser de forma continua e intermitente.
Ele pode ser desencadeado por mais de 200 fatores, inclusive pela dieta inadequada. O desequilíbrio alimentar favorece o surgimento do sintoma ou intensifica o ruído em pessoas que já sofrem com problema.
O zumbido sinaliza que alguma coisa está errada dentro do organismo.
Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, 28 milhões de pessoas no Brasil possuem zumbido, ou seja, 14% da população.
“Na maioria das vezes, o paciente relata que observa o zumbido quando está em silêncio, principalmente a noite antes de dormir, alterando certas funções como o sono e à concentração. Os transtornos de humor (depressão e ansiedade) também podem exercer influências no agravamento do sintoma”, explica Taís.
Taxa de glicemia alta, diabetes, alterações emocionais, problemas cardiovasculares, cigarro, álcool e cafeína em excesso, alguns diuréticos, anti-inflamatórios, tumores, obstrução do conduto auditivo (cerume) e inflamações no ouvido, exposição prolongada ao ruído além da poluição sonora, são fatores, entre outros, que podem estar associados ao zumbido.
O diagnostico é feito através da entrevista do médico otorrinolaringologista com o paciente. É necessário fazer uma série de exames para diagnosticar as principais causas. Mais de uma causa pode estar presente no mesmo indivíduo, portanto é necessário fazer vários exames, fonoaudiológicos e de imagem, que ajudam a definir as reais causas do zumbido e qual a extensão da lesão no ouvido. Muitos casos têm cura ou podem se estabilizar, principalmente quando o diagnóstico é feito precocemente. Por isso é importante que o paciente procure o médico assim que perceber o problema.
O médico otorrinolaringologista estará definindo as formas de tratamento. Para todos os tipos de zumbido existe tratamento, existem maneiras de melhorar este sintoma, podendo ser medicamentoso e também com a terapia/comportamental.
Os pacientes com zumbido crônico , ou seja, zumbido que causa sofrimento, necessitam do tratamento/controle, feito com base em terapias que reduzem a percepção do paciente aos sons incômodos.
Aparelhos específicos que emitem sons podem fazer com que o paciente não se concentre no zumbido.
O trabalho fonoaudiológico pode estar auxiliando no tratamento através da terapia sonora. Os pacientes submetidos à terapia sonora de habituação, conseguem controlar o zumbido evitando as reações e os sentimentos negativos associados com o incômodo.
Como forma de prevenção, recomenda-se que as pessoas evitem se expor a sons muito altos e usem proteção no ouvido, caso se exponham a elevados níveis de pressão sonora. Evite também ingestão de álcool e exageros alimentares, pois eles podem aumentar a pressão sanguínea e resultar em zumbido. Uma alimentação equilibrada, com hábitos saudáveis, auxiliará numa boa saúde auditiva.