Um serviço essencial à comunidade
Profissionais do Samu Pomerode falam sobre a profissão e seus desafios
Atuar na área da saúde, principalmente, nos dias de hoje, com uma pandemia que ainda se faz presente em nossas rotinas, não é uma simples tarefa. Esse é um dos desafios dos profissionais que atuam na base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu de Pomerode.
Ao todo, são nove colaboradores, sendo cinco técnicos em enfermagem e três condutores dos veículos de emergência. Compõem esta equipe, os técnicos Elcio Moreira da Silva, João Cristiano Odorizzi, Maikon da Silva, Anderson Fabiano Glemboski e Franciele Fermo Viergutz; e os condutores Fabrício Giovane da Silva, Gilberto Henchel, Valdir dos Santos Werner e Cleyton José Eising.
Todos eles, trabalham diariamente, sempre com o objetivo de auxiliar a comunidade e, principalmente, salvar vidas. A base, que fica na Rua Vila Nova, no centro de Pomerode, conta com duas viaturas, que estão à disposição da comunidade, sendo um veículo com tração 4×4, para deslocamento em áreas de difícil acesso.
O trabalho em equipe é indispensável. Toda chamada começa com o Técnico Auxiliar de Regulação Médica (Tarm), que fica em uma central telefônica, em Blumenau. Este, direciona o caso para um médico regulador, que, após verificar a urgência do procedimento, passa por um rádio operador, que aciona os profissionais que ficam na base do Samu, em Pomerode. Quando há o código vermelho, no qual o risco de morte é iminente, o objetivo é atingir cerca de um minuto e 30 segundos – do atendimento do Rádio Operador até a ambulância.
“Toda esta triagem, antes do atendimento, é de extrema importância. O médico que faz essa avaliação, por telefone, vai classificar o risco do paciente e se há a necessidade ou não de acionamento da equipe, com a ambulância. Com isso, também já são definidos os procedimentos a serem usados no resgate e, também, de já estarmos preparados para a necessidade de um apoio, como por exemplo da aeronave Arcanjo-03”, explica o Técnico de Enfermagem, João Cristiano Odorizzi.

Quando chegam no local, a equipe avalia o paciente e o Técnico faz uma “história clínica” para repassar ao médico, uma espécie de dados importantes e relevantes do quadro em que a pessoa está e a verificação de sinais vitais, além de outras análises clínicas.
“O Técnico de Enfermagem tem o papel de ser o ‘olho’ do médico. Ou seja, ele está sendo a visão do médico que não está no local da ocorrência. E a função do Técnico é avaliar e reportar, sem fazer nenhum diagnóstico. Tudo isso é feito o mais rápido o possível. Em contato com o médico, ele que vai decidir se será encaminhado, liberado no local, além de prescrever os medicamentos corretos para tal atendimento”, relata Odorozzi.
Um dos condutores, Valdir dos Santos Werner, comenta que há ocorrências em que a equipe não sabe como será o atendimento, por conta da situação, como por exemplo, em acidentes de trânsito e procedimentos clínicos que podem ser mais graves, após a avaliação do técnico, no local.
“Há casos que a gente não sabe como será o atendimento. Em caso de acidentes, principalmente os de trânsito, só temos conhecimento quando chegamos no local e ficamos a par de todo o cenário. Em ocorrências clínicas, por exemplo, pode acontecer de uma pessoa acionar a equipe, pois um paciente com diabetes acabou desmaiando e está inconsciente. Porém, ao chegar na residência dessa pessoa, ela pode estar inconsciente por conta de uma parada cardiorrespiratória, sendo um caso mais grave do que um desmaio por conta da diabetes. Todo atendimento, é um desafio, para nós”, ressalta Werner.
Odorizzi e Werner também falaram do contato com a população. Eles comentam que o serviço passou a ser mais valorizado nos últimos anos e que a comunidade também passou a entender como funciona o serviço do Samu, desde o atendimento ao deslocamento do veículo de emergência.
“A visão das pessoas sobre o trabalho do Samu, felizmente, mudou conforme o tempo foi passando. A comunidade nos recebe de braços abertos e abraça a causa do nosso trabalho. É claro que nem sempre conseguimos agradar a todos, porém, sempre nos esforçamos todos os dias para salvar vidas e auxiliar a população. Não há nada mais gratificante quando uma pessoa que recebe o nosso atendimento, vem à nossa base para agradecer o serviço que nós prestamos. E ressaltamos que estamos sempre à disposição dos pomerodenses”, comentam.
O técnico e o condutor explicam que estar na profissão é ter amor ao próximo e querer sempre ajudar as pessoas.
“Eu (Werner) sempre tive o desejo de conduzir uma ambulância. Fiz cursos de socorrista e me aprofundei mais para me preparar e poder fazer o que eu gosto. Tenho muito orgulho de poder estar trabalhando nesta área, podendo ajudar as pessoas. Poder ajudar e salvar uma vida é muito gratificante para mim (Odorizzi). Quando você consegue reverter uma parada cardiorrespiratória ou um quadro de saúde crítico, é algo extremamente gratificante”, finalizam.
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