Um pequeno pomar de maçãs, em Pomerode
Pomerodense plantou duas mudas de maçã em seu quintal e, após dois anos, alguns frutos começaram a aparecer
Uma fruta conhecida por todos nós e que tem a sua força e importância para Santa Catarina. A maçã, em nosso estado, é cultivada nas regiões serranas, ao exemplo de Fraiburgo, São Joaquim, Urubuci e outros municípios. Mas, em Pomerode, não, devido ao clima que desfavorece o plantio das mudas e, consequentemente, o aparecimento dos frutos.
Porém, um pomerodense resolveu tentar quebrar esta questão e plantou duas mudas de maçã, dos tipos Gala e Fuji. Jorge Reinoldo Wilhvock sempre teve o costume de lidar com as questões agrícolas, desde a infância.
Em sua casa, frutas como maracujá, uva, tangerina e muitas outras são cultivadas e ele dedica seu tempo livre, já que trabalha na indústria da cidade, cuidando de todo o quintal de casa, juntamente com a esposa e seus filhos.
Em uma viagem para Urubici, em 2018, Wilhvock comprou as mudas e trouxe para Pomerode, a fim de ver qual seria o resultado final. E, após dois anos, a surpresa: frutos começaram a aparecer na macieira, o que surpreendeu o pomerodense. “Foi uma surpresa muito grande pois eu já estava um pouco desacreditado, afinal, foram quase dois anos para que o fruto aparecesse. Ficamos perplexos e, ao mesmo tempo, contentes com o nascimento dessas frutas no quintal da minha casa”, relata.
Por conta da quarentena, Wilhvock foi liberado para ficar em casa, por ser do grupo de risco da Covid-19. Ele está aproveitando o tempo para se dedicar ainda mais a suas plantações. Além disso, o pomerodense conta que encontrou no cultivo de frutas, hortaliças e flores, uma saída para a depressão, que apareceu em sua vida. Ele faz acompanhamento psiquiátrico e leva uma vida feliz, atualmente, e sempre que pode, aproveita o tempo para ficar com seus filhos, esposa e, ainda, cuidar da sua plantação.

“Eu acho que, em todas as situações, quando as pessoas estão com depressão, precisa-se achar alguma alternativa. A minha, encontrei dentro da minha própria casa, no meu próprio terreno, juntamente com a minha família. A minha terapia, hoje, é cuidar do que eu tenho em meu terreno, das minhas plantinhas e frutas”.
