Um método mais eficaz para tratamento de problemas vasculares
Técnica menos invasiva de tratamento de veias safenas doentes é realizada em Pomerode, pela Dra. Patrícia Kaestner, cirurgiã vascular
A doutora Patrícia Mandryk Mellek Kaestner, cirurgiã vascular que atua em Pomerode, realizou na cidade um procedimento inovador, que oferece ao paciente uma recuperação muito mais rápida e tranquila, após a cirurgia.
O procedimento foi realizado no mês de maio e se chama “ablação térmica de veia safena por ondas de radiofrequência”. Ele consiste em a safena doente de forma minimamente invasiva. Ao invés de fazer a extração da mesma, chamada de safenectomia, a técnica faz uma espécie de “cauterização”.
A técnica já existe no Brasil há alguns anos e, na cidade de Blumenau, já é utilizada desde o ano de 2014, Porém, em Pomerode, este foi apenas o segundo caso a ser realizado. De acordo com a cirurgiã vascular, o principal diferencial deste procedimento está na rápida recuperação e menor tempo de internação hospitalar.
“O paciente recebe alta no mesmo dia e, usando meia elástica de compressão adequada, tem retorno às atividades rotineiras e laborarias da forma mais precoce. Os seus principais benefícios são a recuperação mais rápida, menos dores, menos hematomas e normalmente sem incisões/cortes. Tudo é feito através do cateter por dentro da veia, que é puncionada com agulha”, destaca a Dra. Patrícia.
Ainda segundo a especialista, a técnica é indicada para o tratamento de veias safenas doentes, que estejam causando dores nas pernas, características da insuficiência venosa. Existem algumas limitações como veias safenas muito grandes ou muito tortuosas, mas esses casos mais raros. Outro diferencial é que a técnica é acompanhada em tempo real com ultrassonografia, favorecendo um melhor tratamento.
As técnicas cada vez menos invasivas, segundo a Dra. Patrícia, chegaram para tratar varizes e restabelecer o paciente rapidamente ás suas atividades, evitando dias de afastamento ou repouso.
“Porém lembramos que varizes é uma doença que pode ser tratada, mas ainda não curada. Pode haver recidiva de varizes ao longo dos anos, de acordo com histórico familiar e estilo de vida, por exemplo. De qualquer forma, a atividade física regular e uma vida saudável são formas de prevenção da formação de novas varizes”, finaliza a cirurgiã vascular.
Para avaliação do caso, uma consulta prévia é indicada, para o melhor encaminhamento.
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