Um legado de várias gerações
Família conta com quatro gerações que passaram pela Escola Amadeu da Luz
Com 150 anos de existência, quantas histórias de vida puderam ser transformadas, na Escola Amadeu da Luz? Diversas famílias da comunidade de Testo Alto tiveram membros que foram alunos da instituição ao longo dos anos e, uma destas famílias são os Rahn/Siewert/Lümke.
A primeira pessoa da família a frequentar a escola foi Raulina Rahn, de 84 anos. Ela iniciou os estudos na Amadeu da Luz em 1945, sendo aluna do local por três anos. Segundo Raulina, a principal dificuldade, na época, era o idioma. “No primeiro ano era mais difícil, porque só se falava o português na escola, mas em casa só conversávamos em alemão. Mas, aos poucos, fomos aprendendo e foi ficando mais fácil”, relembra.
Mesmo com as dificuldades, Raulina garante que gostava de ir à escola. “Eu gostei muito de ir para a escola, era divertido. Eu ia caminhando para a escola, com outras crianças. Lembro de ter tido aula com dois professores, um que se chamava Paschoal Deretti e depois tive ula com o senhor Rudolfo Hornburg”, conta.
Anos depois, a família continuaria a fazer parte da história da Escola Amadeu da Luz, quando Esmênia Siewert, 57 anos, tornou-se aluna da instituição, a partir de 1971. Ela estudou no local até a 4ª série. Ela recorda que, naquela época, havia apenas uma sala, que ficava próxima à igreja do bairro e que as quatro turmas se revezavam, de manhã e à tarde, no uso do local.
“Naquela época não tínhamos tantas matérias. Nós aprendíamos um dia o português, em outro matemática, e era assim. Eu me lembro que os ditados era algo que não gostávamos de fazer. Foi muito bom quando tivemos aula com o professor Hilário Greuel, que começou a fazer brincadeiras de mata soldado, corridas e outros jogos. Era muito legal. A minha primeira professora foi a dona Greuel, que era mais rígida, no primeiro ano.”, comenta.
Para Esmênia, uma das coisas mais legais de seu tempo como aluna da Escola Amadeu da Luz eram as festas promovidas pela instituição. Ela relembra que, quando era dia de festa, primeiro se reuniam para fazer uma foto e depois seguiam para o Salão Belz, onde havia música, comida e bebida.
“Era muito bom, porque era algo diferente. Eu gostei muito de estudar, fui até os 13 anos, mas depois não tive como continuar, pois tive que trabalhar na roça, também”, pondera.
A terceira geração da família a frequentar as salas da escola Amadeu da Luz foi representada por Marieta Siewert Lümke, que entrou na instituição em 1986 e estudou até a 4ª série. Ela relembra que se tornou aluna do local no mesmo ano em que foram inauguradas as novas instalações da Amadeu da Luz e elogiou a escola pela qualidade no ensino.
“Era muito boa a relação com os professores e eu tive uma professora que foi minha xará. Era sempre muito legal de estudar, não era tão difícil. Um aspecto que foi muito marcante eram os desfiles de 7 de Setembro, pois acompanhar a fanfarra era sempre muito emocionante”.
“Foi muito bom ter estudando onde minha mãe e avó estudaram, e foi ótimo ter tido um ensino tão bom. É gratificante ter feito parte desta história”, ressalta.
Yohanna Lükme representa a quarta geração da família a ter feito parte da lista de alunos da escola Amadeu da Luz, iniciando seus estudos no local em 2008 e ficando até o 9º ano.
“Só tenho lembranças boas da época em que fui aluna na Amadeu. Foi até triste sair de lá, porque são muitas lembranças, e lembro sempre das aulas de artes, de educação física. A melhor parte é que a escola era como uma família, era sempre muito bom ir para a aula. Os professores mantinham a autoridade na sala de aula, mas também se tornavam amigos o que nos ajudava a aprender”, pondera.
Yohanna também recorda com carinho de quando a Amadeu da Luz promovia os eventos, como festas juninas e feijoadas, e comenta como era divertido quando eram realizados os jogos internos, eventos que reuniam sempre toda a comunidade em torno da escola.
“Eu acho muito gratificante ter seguido os passos dos antepassado e da minha família que estudou na escola. Além disso, na minha opinião, a escola se destaca muito pela qualidade do ensino e pela união de todos na escola. Isso sempre fez toda a diferença”, reitera.
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