Um hobby que se transforma em arte
Pomerodense aproveita a quarentena para exercitar a arte do bordado, tão tradicional nas famílias pomerodenses
Aquarentena, necessária para evitar o contágio com o novo coronavírus, tem tornado possível que várias pessoas tirem mais tempo para se dedicar a coisas que gostam de fazer em casa. E uma pomerodense tem colocado em prática um talento cultivado desde a juventude. Elfi Mueller é aposentada e faz parte do Clube de Mães da Apae de Pomerode, há mais de 20 anos. Antes da aposentadoria, Elfi trabalhou em indústrias da cidade, mas sempre reservou um tempo em sua vida para os bordados.
“Recentemente, comecei os primeiros pontos antes do Natal e fui continuando, principalmente após a festa Pomerana, quando não havia muito o que fazer. Com a quarentena, tive tempo para terminar o bordado e logo depois comecei a fazer macramê”, conta Elfi.
O bordado é uma habilidade que a aposentada adquiriu desde muito nova e ela afirma ser uma das atividades que mais gosta de fazer. “Esse trabalho de bordado das flores, eu não tinha molde nenhum, como é costume, então eu inventei um desenho e fui fazendo, durante este tempo em casa. Todos são pontos cheios, feitos à mão, e a máquina é somente para os acabamentos da peça. Gosto muito de bordar”, relata.
Para Elfi, fazer bordados se tornou um excelente passatempo, ao qual ela se dedica, principalmente à noite e também no Clube de Mães, da Apae. Lá, ela já transmite o seu conhecimento às mais novas.
“Eu gosto de fazer estes trabalhos em dias de chuva. Quando não dá para trabalhar fora, eu sento e fico horas trabalhando. Eu bordo toalhas e capas para as almofadas, principalmente. Quando eu terminei essa com as flores, meu filho, Fredemar, disse que ficou muito linda e achou que merecia uma foto com a paisagem de fundo e, realmente, ficou muito bonita. Eu estou muito feliz com o resultado”, ressalta.

(Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode)
