Um ato de amor
Todos os anos, com a aproximação do inverno, vem a preocupação com os estoques de sangue dos hospitais, que ficam cada vez mais escassos. Porém, existem pessoas que se sensibilizam com a situação daqueles que precisam de uma doação de sangue para sobreviver, e então, decidem fazê-la.
Todos os anos, com a aproximação do inverno, vem a preocupação com os estoques de sangue dos hospitais, que ficam cada vez mais escassos. Porém, existem pessoas que se sensibilizam com a situação daqueles que precisam de uma doação de sangue para sobreviver, e então, decidem fazê-la.
Este foi o caso de Jorge Dahlke, 45 anos, e Paôla Dahlke, 16, pai e filha, que hoje fazem, juntos, a doação de sangue. A história de contribuição da família é antiga, desde o avô paterno de Paôla, Haroldo Dahlke, que já era doador. Ele incentivou o filho, Jorge a doar, que por sua vez, foi responsável pelo envolvimento da filha, Paôla, com o ato de amor.
“Fiz minha primeira doação por causa de um pedido de amigos, que estavam precisando. Depois daquela ocasião, comecei a gostar de fazer o bem e continuei desde então. Paôla às vezes me acompanhava e, por isso, desenvolveu a vontade de doar também, o que fez logo com 16 anos”, conta Dahlke.
Paôla revela que o desejo de ser doadora de sangue já era antigo, mas pelas regras precisou esperar, o que não esfriou o seu ânimo em ajudar ao próximo. “Meu pai e minha mãe, mesmo que ela não pudesse doar, sempre me incentivaram a ajudar também. Quando completei 16 anos, pude realizar este desejo, o que foi uma experiência ótima. Quando doamos um pouco do nosso sangue e alguns minutos do nosso dia, estaremos ajudando a prolongar a vida de uma pessoa, e isso é muito gratificante”, comenta a estudante.
Além de poderem compartilhar este momento e reforçar os laços de união entre si, pai e filha destacam que ser um doador de sangue é algo muito especial. “Doar sangue é doar vida, é uma sensação de renovação, pois você está dando um pouquinho de si para salvar alguém. É uma experiência muito boa, tranquila, rápida e sem dor. Antes até dá um frio na barriga, mas na hora não se sente nada. Enquanto pudermos, seremos doadores”, garantem Paôla e seu pai.
Doação é importante o ano todo – A campanha Junho Vermelho tem como objetivo estimular a doação de sangue durante o inverno, quando há uma redução nos estoques e um crescimento na demanda devido aos acidentes durante as férias.
O Dia Mundial do Doador de Sangue é celebrado em 14 de junho, mas o Hemosc reforça a importância de fazer a doação em todas as épocas do ano, especialmente no inverno, quando os estoques de sangue estão reduzidos no estado. O Governo de Santa Catarina regulamentou a Lei nº 16.694, que institui o mês do Junho Vermelho.
Em Santa Catarina, a demanda por sangue é maior nas regiões do Vale do Itajaí, Norte do estado, Grande Florianópolis e na região de Chapecó. Mas a doação pode ser feita em hemocentros de todo o estado. Os endereços e horários de atendimento das unidades do Hemosc de Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Jaraguá do Sul, Joaçaba, Joinville, Lages e Tubarão estão disponíveis em www.hemosc.org.br.
Para ser um doador de sangue é preciso ter entre 18 e 69 anos (doadores de 16 e 17 anos de idade precisam de ter autorização formal e estar acompanhados dos pais e/ou responsável legal), ter mais de 50kg e estar em boas condições de saúde, sem feridas ou machucados. Os intervalos entre as doações devem ser de 90 dias para as mulheres, podendo realizar três doações em um ano; e de 60 dias para os homens, com quatro doações ao longo de 12 meses.