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Um amor muito especial pela profissão

Um trabalho que exige dedicação e amor pela profissão. Há 10 anos, Neusa Fuchter decidiu sair do antigo emprego, como auxiliar de enfermagem, para se dedicar às crianças e adultos com necessidades especiais

1 de maio de 2019

Um trabalho que exige dedicação e amor pela profissão. Há 10 anos, Neusa Fuchter decidiu sair do antigo emprego, como auxiliar de enfermagem, para se dedicar às crianças e adultos com necessidades especiais. A motivação por trabalhar nesta área, foi a sua filha, Larissa Fuchter, que contraiu uma meningite aos seis meses de idade, deixando ela com sequelas da Síndrome de West.

Como a filha tinha que ter cuidados especiais, em grande parte do tempo, Neusa decidiu trocar o Hospital de Salete, onde atuava, anteriormente, para entrar na Apae, já que havia uma vaga disponível, fazendo com que ela pudesse trabalhar e cuidar de Larissa. Com isso, se inspirou e decidiu cursar pedagogia. Se formou e ainda fez uma pós-graduação em Educação Especial, além de outras especializações na área.

E, desde 2016, ela atua como professora na Apae Pomerode, auxiliando os alunos matriculados na entidade. Por lá, ela busca promover atividades que façam com que os internos possam se sentir capazes de realizar tarefas normalmente, igual a pessoas que não possuem algum tipo de deficiência.

“O meu objetivo, na Apae, foi sempre tratá-los como pessoas normais e incentivar eles a praticar atividades e não se sentirem como pessoas excluídas da sociedade. Ainda, há uma visão negativa de alguns indivíduos em relação aos portadores de necessidades especiais mas eles já provaram, muitas vezes, que são capazes”, comenta a professora.

Infelizmente, em 2018, Larissa faleceu. A dor pela perda da filha fez Neusa pensar em desistir do atual emprego, porém, ao pensar com mais calma, percebeu que Larissa daria ainda mais inspiração ao trabalho.

“A Larissa me inspira, todos os dias. A perda dela foi e ainda é uma dor que permanece em nossas vidas. Porém, ela me deu uma luz e me fez sentir ainda mais com vontade de poder trabalhar aqui e continuar a ajudar os amigos dela, com quem ela conviveu por um tempo aqui na Apae. Além disso, os próprios alunos me inspiram a fazer meu trabalho, recebo um carinho muito grande deles e é muito legal ver eles se divertindo e se aproximando, cada vez mais, da sociedade”, se emociona Neusa.

 

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