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Tipicamente pomerodense

A vontade de empreender fez com que Leyla Karsten pensasse em inovar. A pomerodense é psicóloga e, numa roda de conversas entre amigos, acabou abordando sobre tradição, sendo esta a produção do queijo artesanal realizada pelo seu bisavô. O queijo era tão famoso e fez história em Pomerode.

30 de junho de 2017

A vontade de empreender fez com que Leyla Karsten pensasse em inovar. A pomerodense é psicóloga e, numa roda de conversas entre amigos, acabou abordando sobre tradição, sendo esta a produção do queijo artesanal realizada pelo seu bisavô. O queijo era tão famoso e fez história em Pomerode já no ano de 1928, quando era a segunda empresa pomerodense na produção da iguaria. 

Foi então que os primeiros passos foram dados para o lançamento da Leipzig Käse. A empresa pomerodense, no início deste ano, começou a caminhar para manter as tradições e raízes germânicas da família. “A conversa começou despretensiosa, mas tomou proporções bem realistas. Eu e meu sócio, então, fomos em busca de uma empresa que pudesse produzir os queijos, uma vez que a receita original não pode ser mais utilizada, já que utiliza leite cru e isso é proibido em nosso estado.

Sendo assim, adaptamos a receita para este novo processo, o qual utiliza a maturação necessária para dar o gosto colonial típico da época”, comenta Leyla Karsten. 

Com as receitas dos queijos tipo prato colonial e o tipo temperado, que possui pimenta, calabresa e orégano, finalizadas, os queijos começaram a ser produzidos e comercializados. “O lançamento oficial ocorreu durante a Osterfest. Atualmente possuímos pontos de venda em Pomerode e Timbó, além da participação em feiras e eventos para degustação e expansão da marca. Participaremos, inclusive, do Festival Gastronômico”, comenta.

Além da preservação da tradição, outro segredo dos queijos Leipzig está relacionado ao seu armazenamento. “O interessante é que ele não é a vácuo, pois a embalagem em papel ajuda a conservar mais o queijo, além de permitir que ele possua os ‘furinhos’”, explica Leyla.

Um capítulo à parte, ainda é a embalagem do produto. “Tivemos uma ideia inicial, que foi complementada pela gráfica na qual a imprimimos. Nela, além do selo que revela que o produto é pomerodense, reiteramos as raízes germânicas com as quais meu bisavó elaborou as receitas, que são cheias de tradição. Um motivo de orgulho poder continuar a escrever essa história”, finaliza.

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