Surto de dengue coloca Santa Catarina em alerta
O trabalho de prevenção é fundamental no combate ao mosquito transmissor do vírus. Em Pomerode, nenhum caso da
doença foi registrado
Santa Catarina passa por um surto de casos de dengue. A situação mais crítica é em Itajaí, mas o alerta vale para todo o Estado, que deve continuar trabalhando nas ações de prevenção e no combate ao mosquito que se prolifera principalmente no verão. O número de pessoas picadas pelo mosquito da dengue em solo catarinense somente em janeiro deste ano – 31 – é dez vezes maior do que os casos deste tipo registrados no ano passado inteiro, quando foram descobertos três. Santa Catarina era o único Estado do país livre de contágios dentro do próprio território até 2013, quando Chapecó registrou a primeira ocorrência. Antes disso, não havia circulação do vírus.
De acordo com os registros da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), dos 40 casos confirmados no Estado neste ano, 31 são de pessoas infectadas em Santa Catarina, todas em Itajaí. A situação, antes mesmo de chegar a este número, levou o município a decretar situação de emergência e foi classificada pela Dive como surto de dengue.
Apesar dos cuidados que devem ser tomados e da continuidade do trabalho de prevenção, a gerente de Vigilância de Zoonoses e Entomologia da Dive, Suzana Zeccer, explica que o surto é localizado, principalmente no bairro São Vicente, em Itajaí, e não deve se estender aos municípios.
A atenção esta voltada para a região Oeste, principalmente em Chapecó, por causa do número de focos, 337, que é o maior do Estado. “É um surto e não epidemia. A ocorrência de casos assim precisa de uma população de mosquitos de tal tamanho que permita a transmissão. A Grande Florianópolis tem controle sobre o número de focos, então não tem esse risco. Podem ter casos esporádicos em qualquer lugar, mas a circulação de vírus não”, esclarece.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica de Pomerode, até o momento no município não foram encontrados nenhum foco do mosquito da dengue, assim como nenhum caso da doença foi registrado na cidade. A prevenção é sempre a melhor forma de evitar a contaminação.
Previna-se!
– Virar garrafas vazias com a tampa para baixo;
– Não deixar entulho no quintal ou nas ruas;
– Cobrir a caixa d’água e piscinas;
– Guardar baldes virados para baixo;
– Varrer a água parada, inclusive a das lajes;
– Colocar terra ou areia nos pratos de vasos de planta;
– Retirar as folhas e sujeira de calhas que dificultam o escoamento da água;
– Lavar todas as semanas baldes e tanques que armazenam água;
– Se tiver plantas aquáticas, lave com água e sabão a parte de dentro do vaso, todas as semanas;
– Manter a lata de lixo devidamente tampada;
– Guardar pneus em locais cobertos, longe da chuva. Faça furos na parte de baixo ou entregue no serviço de limpeza;
– Jogar no lixo cascas de coco, latas de refrigerantes, copo plástico, garrafas, embalagens, etc;
– Manter poços de água devidamente tampados;
– Ralos com pouco uso: colocar um plástico para vedá-lo e jogar água sanitária 2 vezes por semana;
– Diminuir a quantidade de bebedouros de cães, gatos e passarinhos. Escová-los quando trocar a água;
– Manter o aquário devidamente fechado;
– Lavar as bromélias ou plantas que acumulam água 2 vezes por semana;
– Cascatas e lagos: tratar com cloro e manter as bordas devidamente limpas e escovadas;
– Muros com cacos de vidro: colocar massa ou areia para evita que a água da chuva se acumule;
– Verificar se há água acumulada nas bandejas dos aparelhos de ar-condicionado.