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Sem limites para voar

Márcia Glasenapp fez do seu sonho uma realidade e, há 15 anos, cruza o mundo como comissária de bordo

6 de junho de 2016

Marcia Glasenapp Oliveira, 35 anos, natural de Marechal Cândido Rondon e pomerodense de coração, há 15 anos corta os céus como comissária de bordo. Mas sua carreira começou por acaso, quando, em conversa com uma colega, descobriu sua paixão. “Meus pais são naturais de Pomerode, mas, moraram alguns anos em Marechal, onde nasci. Quando eu tinha 12 anos, voltamos a morar aqui, e, aos 20, me mudei para São Paulo. Nunca tive esse sonho mas, em uma conversa com uma colega de Pomerode, me encantei pela profissão e acabei me apaixonando. Em janeiro de 2000, fiz o curso em Curitiba, onde era mais próximo para mim, já que trabalhava durante a semana. Todo sábado ia para lá, saindo daqui às 4h, estudando o dia todo e voltando para Pomerode a noite. Meu curso durou por volta de oito meses. Após, realizei várias provas, exames, e, depois que estava tudo certo, pude concorrer às vagas de emprego. Na época, não tinha acesso à internet, então vim até São Paulo entregar meu currículo em mãos. Fui informada que deveria ir até lá para fazer o processo seletivo. Na época, como não tinha dinheiro para a passagem aérea, fui de ônibus mesmo. E, quando tudo estava certo, saí do meu emprego e fui para São Paulo. Tive a indicação de uma pousada, onde fiquei por uns dias, mas era muito precária. Fui conhecendo as pessoas, e, graças a Deus, logo as coisas foram se normalizando. Passei por três meses difíceis de treinamento até ser efetivada. Após tudo isso, sigo na empresa até hoje. Até me firmar, o caminho é longo, mas é preciso dar um passo de cada vez. Por conta da fluência em alemão, logo fui fazer voos internacionais, que sigo realizando até hoje”.

Márcia revela que ama o que faz e, nestes 15 anos de profissão, viveu diversas situações, boas e ruins, que lhe trazem aprendizados para a vida. “São muitos anos de profissão, gosto muito do que faço.  Amo lidar com as pessoas, conhecer suas histórias, conhecer lugares. O bom da área é poder ajudar as pessoas em todos os momentos. Às vezes os passageiros estão em situações difíceis, como quando seus entes queridos estão sendo levados para enterros, mas, cabe a nós ajudarmos estas pessoas. Às vezes encontro famílias que estão indo para a Disney, são vários momentos legais. Muitas vezes, crianças viajam separadas dos pais, ficam inseguras, estamos lá para apoiá-las. Ficam muito apegadas a nós. Por um momento, eles são como nossos filhos. Graças a Deus, nunca tive nenhuma emergência grave, mas, em todo caso, temos o treinamento para isso”. 

A comissária revela que, em certo voo, um raio pegou todos de surpresa, mas tudo não passou de um susto. “O caso mais sério que vivi foi um raio que atingiu o avião em pleno voo, durante a noite. Ele bateu na asa e foi um grande susto. Mas, para o voo, não é considerado emergência, afinal está tudo isolado, o ruim foi o susto. Num geral, os voos sempre foram muito tranquilos”.

Márcia finaliza dizendo que espera seguir na aviação, pois acredita ter muitos lugares e histórias para conhecer.  “Quero continuar trabalhando como comissária de voo. Temos a oportunidade de conhecer diversos lugares, várias pessoas, histórias, e é isso que quero seguir fazendo”.

 

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