Segurança Pública contesta números de homicídio dolosos
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SC) contesta os números divulgados na terça-feira, dia 6 de novembro, que colocam Santa Catarina como o Estado que apresentou o maior aumento do número de homicídio dolosos do país entre 2010 e 2011 – 44,8% . Trata-se de uma inverdade que gostaríamos de esclarecer para a opinião pública.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SC) contesta os números divulgados na terça-feira, dia 6 de novembro, que colocam Santa Catarina como o Estado que apresentou o maior aumento do número de homicídio dolosos do país entre 2010 e 2011 – 44,8% . Trata-se de uma inverdade que gostaríamos de esclarecer para a opinião pública.
De acordo com o Anuário, nosso Estado aparece no ano de 2010 com um total de 504 homicídios dolosos e 738 em 2011. Já os números organizados pela Diretoria de Informação e Inteligência da SSP/SC, através do sua Núcleo de Geoprocessamento e Estatística (NUGES), os quais são processados e conferidos diuturnamente, dispõem de outros números que divergem da publicação do Anuário.
O que ocorrreu em Santa Catarina, no ano de 2010, é o fenômeno da subnoticação que o próprio Anuário reconhece como um problema que atinge todos os Estados preocupados em organizar suas estatísticas criminais. Conforme artigo publicado na página do próprio Anuário, datado de 28.09.2011 e assinado por Nélson José S. Nascimento (http://forumseguranca.org.br/www2/content/subnotifica%C3%A7%C3%A3o) subnotificação é…
…”Uma das piores armadilhas para a estatística criminal – além de outros vícios profissionais e populares – atende pelo nome de subnotificação. Isoladamente, esta inação consciente de comunicação de crime danifica sobremaneira a construção dos índices reais da evolução dos delitos, prejudica o planejamento das ações coordenadas de contenção e limita o alcance dos esforços da prevenção”.
Portanto, a subnotificação ocorrida em 2010, quando feita a análise pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública para elaboração da matéria, foi o que gerou a disparidade dos números apresentados à imprensa, causando mais uma vez divergências entre os números reais da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Santa Catarina e os publicados no Anuário.