Seca gera perdas de quase 50% na produção de milho no Sul de SC
Agricultores do Sul catarinense contabilizam perdas de quase metade da produção de milho devido à seca que atinge a região desde novembro. De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) as plantações foram prejudicadas porque não chove forte há mais de três semanas,…
Agricultores do Sul catarinense contabilizam perdas de quase metade da produção de milho devido à seca que atinge a região desde novembro. De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) as plantações foram prejudicadas porque não chove forte há mais de três semanas, o que dificulta o processo de irrigação da planta. As perdas podem atingir até 70% das plantações em até 10 dias.
De acordo com o engenheiro agrônomo da Epagri, Darlan Rodrigo Marchesi, a seca ocorre na fase de floração, época em que a planta mais precisa de água para se desenvolver. “A cada dia que passa sem chuva, o estágio de desenvolvimento da planta vai avançando e as perdas na produção vão sendo intensificadas. As lavouras mais novas ainda estão com um percentual um pouco menor de perdas, em torno de 40%. Mas se não chover nos próximos dias esse índice pode pular rapidamente para 60% a 70 % de perdas”, explica.
Conforme a entidade, as plantações de fumo já estão em fase de colheita e não há muitos prejuízos para os produtores. O arroz irrigado também ainda não foi afetado pela seca, mas pode ser atingido caso a escassez continue.
Segundo Marchesi, os produtores que registraram perdas no cultivo de milho são orientados a buscar ajuda financeira para seguirem os procedimentos do seguro agrícola.
Perdas são calculadas
Em uma propriedade rural de Morro da Fumaça, no Sul de Santa Catarina, o agricultor Claudionei Cesca já contabiliza cerca de R$ 50 mil em prejuízos devido à falta de chuva. Conforme ele, dos 50 hectares plantados apenas um é irrigado regulamente por conta do alto custo para instalar os sistemas de irrigação.
“Até agora, o valor do prejuízo, dependendo do estágio, deve estar na faixa dos R$ 40 mil ou R$ 50 mil. Até agora, mas pode se agravar entre R$ 100 mil e R$ 150 mil até o final da safra”, aponta.