Renda per capita em SC é a terceira maior do país em 2024, aponta IBGE
Estado se destaca em cenário de alta generalizada da renda no país, com forte participação do trabalho no rendimento domiciliar
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
O rendimento médio mensal real por pessoa em Santa Catarina alcançou R$ 2.544 em 2024, o maior valor desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. Com esse resultado, o estado ficou em terceiro lugar entre as unidades da federação, atrás do Distrito Federal (R$ 3.276) e de São Paulo (R$ 2.588). Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em maio.
A média nacional também atingiu o maior nível da série histórica. O rendimento domiciliar per capita no Brasil foi de R$ 2.020 em 2024, com aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Em comparação com 2012, o crescimento foi de 19,1%.
A Região Sul, formada por Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, apresentou a maior média regional de rendimento domiciliar per capita, com R$ 2.499. Em seguida, vieram as regiões Sudeste (R$ 2.381) e Centro-Oeste (R$ 2.331). As regiões Norte (R$ 1.389) e Nordeste (R$ 1.319) registraram os menores valores.
A pesquisa também indicou que 143,4 milhões de brasileiros possuíam algum tipo de rendimento em 2024, número recorde na série histórica. A população beneficiada por programas sociais subiu de 18,6 milhões em 2023 para 20,1 milhões em 2024.
No Sul, a maior parte do rendimento domiciliar per capita teve origem no trabalho, com participação de 76,7%. Aposentadorias e pensões representaram 17,1% do total, enquanto os programas sociais corresponderam a 1,7%, a menor proporção entre todas as regiões do país.
Em relação ao acesso aos principais programas sociais, a Região Sul teve uma das menores proporções de domicílios beneficiados. Em 2024, 8,1% recebiam o Bolsa Família, e 3,2% contavam com o Benefício de Prestação Continuada (BPC-LOAS). Apesar da baixa participação, o valor médio dos benefícios sociais na região (R$ 939) foi o mais alto do país, influenciado por medidas adotadas após enchentes no Rio Grande do Sul.
O índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, caiu para 0,506 no Brasil, também o menor da série histórica. A Região Sul manteve o menor índice entre as regiões, com 0,460, embora com leve aumento em relação ao ano anterior.
O rendimento médio dos 40% da população com menor renda no Brasil chegou a R$ 601 em 2024, enquanto o rendimento do 1% mais rico foi de R$ 21.767. O crescimento da renda foi mais significativo entre as camadas de menor rendimento da população.