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Renda per capita em SC é a terceira maior do país em 2024, aponta IBGE

Estado se destaca em cenário de alta generalizada da renda no país, com forte participação do trabalho no rendimento domiciliar

25 de junho de 2025

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

O rendimento médio mensal real por pessoa em Santa Catarina alcançou R$ 2.544 em 2024, o maior valor desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. Com esse resultado, o estado ficou em terceiro lugar entre as unidades da federação, atrás do Distrito Federal (R$ 3.276) e de São Paulo (R$ 2.588). Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em maio.

A média nacional também atingiu o maior nível da série histórica. O rendimento domiciliar per capita no Brasil foi de R$ 2.020 em 2024, com aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Em comparação com 2012, o crescimento foi de 19,1%.

A Região Sul, formada por Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, apresentou a maior média regional de rendimento domiciliar per capita, com R$ 2.499. Em seguida, vieram as regiões Sudeste (R$ 2.381) e Centro-Oeste (R$ 2.331). As regiões Norte (R$ 1.389) e Nordeste (R$ 1.319) registraram os menores valores.

A pesquisa também indicou que 143,4 milhões de brasileiros possuíam algum tipo de rendimento em 2024, número recorde na série histórica. A população beneficiada por programas sociais subiu de 18,6 milhões em 2023 para 20,1 milhões em 2024.

No Sul, a maior parte do rendimento domiciliar per capita teve origem no trabalho, com participação de 76,7%. Aposentadorias e pensões representaram 17,1% do total, enquanto os programas sociais corresponderam a 1,7%, a menor proporção entre todas as regiões do país.

Em relação ao acesso aos principais programas sociais, a Região Sul teve uma das menores proporções de domicílios beneficiados. Em 2024, 8,1% recebiam o Bolsa Família, e 3,2% contavam com o Benefício de Prestação Continuada (BPC-LOAS). Apesar da baixa participação, o valor médio dos benefícios sociais na região (R$ 939) foi o mais alto do país, influenciado por medidas adotadas após enchentes no Rio Grande do Sul.

O índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, caiu para 0,506 no Brasil, também o menor da série histórica. A Região Sul manteve o menor índice entre as regiões, com 0,460, embora com leve aumento em relação ao ano anterior.

O rendimento médio dos 40% da população com menor renda no Brasil chegou a R$ 601 em 2024, enquanto o rendimento do 1% mais rico foi de R$ 21.767. O crescimento da renda foi mais significativo entre as camadas de menor rendimento da população.

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