Reforço no atendimento à região
Conheça o novo filhote e recruta do Corpo de Bombeiros de Blumenau, o Fogo.
Curioso, agitado, obediente e inteligente. Estes são alguns dos adjetivos que podem descrever o mais novo recruta do 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar de Blumenau, o Fogo. O filhote, de três meses, é da raça Rastreador Brasileiro e foi integrado ao quadro de cães dos bombeiros para agregar uma técnica diferente de busca, chamada de rastreamento por odor específico.
O filhote vai ser dupla do Sargento Romão, que pesquisou quais seriam as raças mais indicadas para este tipo de técnica de busca e chegou ao Rastreador Brasileiro. Esta raça tem características ideais para o trabalho e para a região, como gostar muito de brincar com pessoas, ter alta resistência tanto para frio, quanto para calor, ser mais atlético e não possuir tantas doenças nos olhos e mucosas.
Os cinotécnicos, bombeiros especialistas na atividade com cães, estão aptos para treinar animais de outras raças, mas que sejam também adequados para o trabalho de buscas e sigam o padrão da atividade. O Fogo, junto ao Sargento Romão, irão retomar a técnica de odor específico usada na corporação há alguns anos.
Conforme o Sargento Romão, a técnica de rastreamento por odor específico seria utilizada principalmente em casos de pessoas desaparecidas, diferente da técnica empregada atualmente com os cães de busca.
Fogo é um cão da raça Rastreador Brasileiro | Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode
“A técnica de rastreio por odor específico é quando o cão procura um único odor, geralmente é o da vítima que nós queremos que seja encontrada. Já na técnica de venteio, que é a mais comum utilizada aqui em Santa Catarina, o cão procura micropartículas de células mortas das pessoas que estão desaparecidas, só que em um ambiente onde pode encontrar vários outros odores. A técnica de odor específico não pode ser empregada pra grandes tragédias, porque nestes casos a gente não sabe o odor da vítima que a gente quer procurar. A busca por odor específico funciona com o odor da vítima que precisa ser encontrada sendo apresentado ao cão, o que pode ser através de um pedaço de roupa, ou algum lugar que ele tocou, do celular dele, qualquer coisa com a qual a vítima teve contato, e assim o cão busca por esta pessoa”.
O treinamento pelo qual Fogo precisa passar antes de atuar em casos como o descrito acima, tem cerca de 18 meses de duração. Quando finalizado, o cão e o bombeiro passam por um teste de certificação do Corpo de Bombeiros.
Os treinos com o Fogo são diários, com vários exercícios de fixação ao longo do dia, de duração curta, para que ele não canse. A prova de certificação, ao fim do treinamento garante que a dupla, cão e bombeiro, está devidamente capacitada para atuar em ocorrências e é uma exigência do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.
O trabalho com os cães de busca feito pelo Corpo de Bombeiros do estado é considerado referência na América Latina e, agora, a corporação está ampliando as possibilidades da atuação com cães, nesta técnica diferenciada. Em, breve, com certeza, veremos o Sargento Romão e seu parceiro Fogo, sendo heróis no estado, também.
Confira a reportagem em vídeo:
