Quebrando barreiras e criando novas rotinas
Pomerodense portadora de síndrome rara ajuda a mãe na confecção de acessórios de resina
Um exemplo de vida e que continua dando exemplos de superação, a cada ano que passa. A Ana Luísa, conhecida como Aninha, já teve sua história contada no Jornal de Pomerode, pois é portadora da Síndrome de Williams, uma síndrome rara que causa problemas no equilíbrio e também na coordenação, apresentando um atraso psicomotor.
Aos 13 anos de idade, ela mesma se mostrou motivada e falou à mãe, Luciana Alves dos Santos, que estava com muita vontade de trabalhar. Foi assim que nasceu a ideia de criar, dentro da própria casa, um novo projeto. De maneira artesanal, Luciana e Aninha começaram a confeccionar acessórios de resina, como por exemplo, brincos, pingentes, chaveiros e outros.
“Eu tive que parar de trabalhar como manicure para me dedicar e cuidar da Aninha. Há um tempo, conversei com uma professora de empreendedorismo, que tem um filho que também possui a Síndrome de Williams, e nos ajudou a escolher um nome para o projeto”, comenta.
Com o tempo, a ideia foi se amadurecendo. Durante uma consulta ao neurologista, Luciana foi comunicada pelo médico de que a Paraparesia, perda parcial das funções motoras dos membros inferiores ou superiores, estava avançando e que Aninha precisava de cuidados maiores, além de evitar estresse e locomoções. Com isso, a mãe largou a função de manicure para ter tempo disponível para a filha e a ideia de trabalhar com os acessórios foi se tornando realidade.
“Pensando em me reinventar, já que sou uma artesã, comecei a procurar ainda mais sobre o assunto. A Aninha tinha visto sobre, em vídeos no youtube e ela queria muito que a gente fizesse também, já que, por conta da pandemia e o pouco contato com as pessoas, ela acabou se sentindo sozinha. Procuramos na internet, compramos alguns moldes e iniciamos o projeto”, explica.
O nome do projeto foi escolhido e ficou como “Joias Raras By Aninha Decor”. Aninha participa dos processos de mistura, adição do gliter e na hora de desmoldar ou montar uma pulseira, brinco e outros. A parte da resina, fica a cargo da mãe, já que o processo é um pouco mais complexo, em virtude da pesagem.
“Voltamos para o sítio e agora todos estão nos ajudando. Meu marido também nos auxilia e é muito bom poder ver a Aninha interagindo com algo, é notável que ela fica muito feliz e satisfeita com tudo que está acontecendo”, relata a mãe.
Segundo Luciana, a família segue em busca de parcerias para que o projeto continue firme e forte.
“Alguns moldes eu fiz em parceria com um microempreendedor de Pomerode que conseguiu fazer através de impressão 3D. Conseguimos uma parceria, também, com a Associação Brasileira de Williams, para a utilização do slogan e também do logo. Ademais, estamos na luta, pois futuramente, queremos criar desde a embalagem ao carimbo. Queremos fazer uma coisa voltada ao amor ao próximo, portanto, junto com as peças vendidas, sempre irá uma mensagem de fé, já que a Aninha ama esse tipo de coisa”, finaliza.
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