Pomerode tem queda nos casos de Sífilis em 2019
Município está na contramão da situação do país, porém cuidados não devem ser negligenciados
Dados do Ministério da Saúde mostram que as taxas de sífilis vêm aumentando no país nos últimos anos. De 2010 a 2018, por exemplo, a incidência de sífilis congênita, transmitida da mãe para a criança durante a gestação ou parto, passou de 2,4 casos para nove casos a cada 1.000 nascidos.
Já a detecção em gestantes saltou de 3,5 para 21,4 casos. No mesmo período, a sífilis adquirida, quando a transmissão ocorre por meio de relações sexuais, aumentou de 2,1 casos para 75,8 a cada 100 mil habitantes.
O Tocantins e o Amazonas estão entre os estados com taxas de sífilis congênita e adquirida maiores que a média nacional. Depois do Rio de Janeiro, o Acre é o que mais registra casos da doença em gestantes.
Em Pomerode, o número de casos de Sífilis registrados pelo sistema da Vigilância Epidemiológica caiu de 2018 para 2019.
Em 2018 foram 25 casos notificados e em 2019 foram apenas nove notificações de casos. “Mas temos ciência de que muitos têm a doença e não tratam, outros desconhecem que têm a doença, mas também não procuram nenhuma forma para realizar a testagem ou exames laboratoriais”, afirma a gerente da Vigilância Epidemiológica Jaqueline Gustmann.
Em gestantes, também houve redução no número de casos na cidade. No ano de 2018 foram seis casos notificados e em 2019 apenas três, até o momento. Jaqueline ressalta, ainda, a importância do teste para a detecção da doença.
“Com a Testagem Rápida, o tratamento se torna mais ágil e o acesso também é facilitado, já que todas as unidades em Pomerode oferecem esse serviço”, reitera. Para reforçar a prevenção contra a sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis, o Ministério da Saúde desenvolve este mês a campanha ‘Sem camisinha você assume o risco”, voltada especialmente para jovens entre 15 e 29 anos.
A ideia é estimulá-los a procurar mais informações sobre as doenças para facilitar o diagnóstico precoce.
A sífilis
É uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. Ela se manifesta inicialmente com uma ferida nos órgãos genitais ou na boca e que cicatriza sem tratamento. No entanto, isso não significa que houve cura.
É transmitida por meio de relação sexual (vaginal, anal e oral) desprotegida com uma pessoa infectada, ou ainda pode ser transmitida para a criança durante a gestação ou o parto.
Ela pode se apresentar das mais variadas formas clínicas e é classificada em diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária). Os principais sinais e sintomas de cada estágio estão descritos no quadro abaixo.
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Fonte: Ministério da Saúde
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