Pomerode segue sem registrar casos de dengue em 2026; nova vacina contra a doença deve chegar em breve
Novo imunizante produzido pelo Instituto Butantan está em fase de implantação no Brasil
Pomerode segue sem registrar casos de dengue em 2026; nova vacina contra a doença deve chegar em breve - Reprodução/Shutterstock
A cidade de Pomerode segue sem registrar nenhum caso de dengue em 2026. Os dados são da Vigilância Epidemiológica da cidade, que afirma que a ausência de casos é resultado de uma ação de combate que vem sendo aplicada há muito tempo: a educação em saúde.
“É a principal ferramenta para conscientizar a população sobre a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti. Nesse contexto, além das campanhas educativas, são realizadas visitas domiciliares por agentes de saúde e agentes de combate às endemias, que orientam a população, realizam a fiscalização de denúncias, acompanham pontos estratégicos como borracharias, ferros-velhos e cemitérios e atuam no controle de focos”, relata Simone Steffens, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Pomerode.
Além disso, quando necessário, o uso de larvicidas e o bloqueio de focos com borrifação são utilizados como estratégias complementares ao monitoramento epidemiológico.
Ainda de acordo com o órgão, a saúde pública deve ganhar mais um ‘ajudante’ no combate contra a dengue. Uma vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan está em fase de implantação no Brasil e deve cobrir uma faixa etária superior a da Qdenga, vacina já existente nos postos de saúde para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica, a primeira fase do medicamento é destinado aos profissionais de saúde da atenção primária. Posteriormente, a nova vacina poderá ser aplicada na população com faixa etária entre 15 e 59 anos, sendo administrada em dose única.
Ainda de acordo com a Vigilância, os métodos mais eficazes no combate ao mosquito aedes aegypti são:
- Eliminar qualquer recipiente que acumule água.
- Manter caixas d’água perfeitamente vedadas.
- Atenção redobrada ao lixo e entulhos no quintal.
- Uso diário de repelentes.
- Instalação de telas em portas e janelas.
- Uso de roupas que cubram a maior parte do corpo em áreas de risco.