Pomerode registra um caso de HIV na 3ª Idade
Apesar da estatística nacional, Pomerode tem hoje apenas um idoso em tratamento.
Terceira idade. Idade onde há tempo de se divertir, viajar, namorar. Mas apesar disso tudo, é importante e primordial se cuidar. As estatísticas mostram o aumento de idosos infectados pelo vírus HIV nos últimos anos.
Um estudo recente realizado pelo Ministério da Saúde mostrou que 39% da população com mais de 60 anos permanece sexualmente ativa. Justifica-se este fato pelo aumento da expectativa de vida e medicamentos que auxiliam na disfunção erétil. O preservativo, que além de proteger contra o HIV, previne outras doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), é pouco aceito entre os idosos. Sem o risco de engravidar, os idosos dispensam o uso deste pois acham que as DST’s são doenças de jovens.
“Os idosos que deparam com a doença tendem ao isolamento. Enquanto podem, escondem o diagnóstico da família, dos vizinhos e dos chefes. Raramente têm com quem dividir inseguranças e abominam ser alvo de discriminação. O preconceito, em muitos casos, brota de dentro para fora e os impede de falar a verdade”, explica Simone da Silva, responsável pelo setor de epidemiologia da Secretaria de Saúde de Pomerode.
Os desafios são muitos, principalmente o de sensibilizar os idosos quanto a procura dos testes para HIV, a adesão ao tratamento e uso correto da medicação, quando necessário, são fundamentais para a qualidade de vida deste. As estatísticas apontam que 37% dos infectados morrem no mesmo mês que descobrem o vírus, resultado do diagnóstico tardio da doença.
Do total de casos confirmados de Aids no Brasil, 6% eram verificados em pessoas acima de 50 anos em 1991. Dez anos depois (última data com dados completos disponíveis), o índice havia subido para 11%. O Estado de Santa Catarina apresentou o pico de notificações de casos de Aids em idosos em 2006, quando a epidemia aumentou 125% em relação ao ano de 1984, quando os primeiros casos de Aids foram notificados.
Pomerode, atualmente trata um idoso e já registrou pelo menos um óbito de Aids nessa faixa etária. “Os números citados são de pessoas com AIDS, ou seja, com a doença instalada, se fossem contabilizados os pacientes com o Vírus HIV, com certeza os números seriam mais alarmantes”, explica.