Saúde

Pomerode registra um caso de HIV na 3ª Idade

Apesar da estatística nacional, Pomerode tem hoje apenas um idoso em tratamento.

1 de junho de 2015

Terceira idade. Idade onde há tempo de se divertir, viajar, namorar. Mas apesar disso tudo, é importante e primordial se cuidar. As estatísticas mostram o aumento de idosos infectados pelo vírus HIV nos últimos anos.
Um estudo recente realizado pelo Ministério da Saúde mostrou que 39% da população com mais de 60 anos permanece sexualmente ativa. Justifica-se este fato pelo aumento da expectativa de vida e medicamentos que auxiliam na disfunção erétil. O preservativo, que além de proteger contra o HIV, previne outras doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), é pouco aceito entre os idosos. Sem o risco de engravidar, os idosos dispensam o uso deste pois acham que as DST’s são doenças de jovens.
“Os idosos que deparam com a doença tendem ao isolamento. Enquanto podem, escondem o diagnóstico da família, dos vizinhos e dos chefes. Raramente têm com quem dividir inseguranças e abominam ser alvo de discriminação. O preconceito, em muitos casos, brota de dentro para fora e os impede de falar a verdade”, explica Simone da Silva, responsável pelo setor de epidemiologia da Secretaria de Saúde de Pomerode.
Os desafios são muitos, principalmente o de sensibilizar os idosos quanto a procura dos testes para HIV, a adesão ao tratamento e uso correto da medicação, quando necessário, são fundamentais para a qualidade de vida deste. As estatísticas apontam que 37% dos infectados morrem no mesmo mês que descobrem o vírus, resultado do diagnóstico tardio da doença.
Do total de casos confirmados de Aids no Brasil, 6% eram verificados em pessoas acima de 50 anos em 1991. Dez anos depois (última data com dados completos disponíveis), o índice havia subido para 11%. O Estado de Santa Catarina apresentou o pico de notificações de casos de Aids em idosos em 2006, quando a epidemia aumentou 125% em relação ao ano de 1984, quando os primeiros casos de Aids foram notificados.
Pomerode, atualmente trata um idoso e já registrou pelo menos um óbito de Aids nessa faixa etária. “Os números citados são de pessoas com AIDS, ou seja, com a doença instalada, se fossem contabilizados os pacientes com o Vírus HIV, com certeza os números seriam mais alarmantes”, explica.

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