Polícia

Polícia Civil conclui inquérito do caso da morte da menina Luna, em Timbó

A investigação apurou como se deram os fatos que resultaram na morte da criança, de apenas 11 anos, e apresentou provas para indiciar a mãe e o padrasto da menina

13 de junho de 2022

Foto: Redes Sociais

A Polícia Civil de Timbó atendeu a imprensa na manhã desta segunda-feira, 13 de junho, para dar mais informações sobre o caso da morte da menina Luna Gonçalves, que teve seu inquérito concluído no dia 10 de junho.

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Segundo o delegado da Polícia Civil, André Beckman, após os 60 dias de investigação, que é o prazo determinado em lei, foi possível reunir provas suficientes para indiciar ambos os investigados: a mãe e o padrasto da menina, morta no dia 14 de abril.

O padrasto foi indiciado por crime de feminicídio, estupro de vulnerável e tortura. Já a mãe de Luna foi indiciada pelos mesmos crimes, porém na condição de quem se omitiu ao dever de evitar que a criança sofresse tudo o que sofreu.

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Além de apresentar os crimes pelos quais os investigados serão acusados, o trabalho de investigação da Polícia Civil concluiu que, no dia 13 de abril, o suspeito, por volta das 15h30min, foi até a escola da criança, tentar transferí-la para outra instituição, porém não conseguiu.

“Ao retornar, segundo nossa investigação, o padrasto iniciou o espancamento contra ela, utilizando o objeto já citado, um relho, que foi apreendido. Em seguida, com a criança já desacordada, foi mudada de quarto, onde ele a teria espancado novamente. Depois, o homem saiu para dar aula de artes marciais e, ao retornar, bateu na menina uma terceira vez. Por volta da meia noite, ele acionou os bombeiros para atendê-la, mas já estava em óbito”, explicou o Delegado.

Sobre o depoimento da mãe, no qual inicialmente ela assumia a autoria das agressões, o Delegado afirmou que, desde o início, já havia a suspeita de não ser verídico.

“A criança apresentava muitas lesões causadas por um instrumento e a mãe afirmou que teria batido com as mãos, dado socos, o que não seria possível, pois ela não teria força suficiente para levar alguém a óbito, só com as mãos. Também, a investigação concluiu que a menina não tinha um relacionamento afetivo, como foi dito pela mãe, no depoimento”, disse Beckman.

A prisão preventiva da mãe e do padrasto de Luna Gonçalves já foi decretada e não há prazo de liberação para ambos. Agora, segundo a Polícia Civil, cabe ao Ministério Público analisar todos os fatos e apresentar uma denúncia ao juiz, que irá analisar se existem informações suficientes para levar os suspeitos a um tribunal do júri.

 

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