Caso Luna: investigação prossegue e Polícia Civil atualiza andamento da apuração
Mãe da menina confessou o crime, ocorrido em Timbó, no dia 14 de abril
Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode
Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira, 10 de maio, o delegado da Polícia Civil de Timbó, André Beckman , deu mais informações a respeito das investigações do caso da morte da menina Luna Nathielli Bonett Gonçalves, ocorrida em 14 de abril.
Segundo o delegado, nesta data, uma criança de 11 anos veio a óbito e a Polícia Civil iniciou a investigação do caso. A primeira versão apresentada foi de que a criança teria caído da escada. A partir daí, começou o trabalho de apuração, para tentar confirmar esta versão.
Na investigação, o delegado foi ao IML, ainda no dia 14, para verificar o laudo e ver a vítima. Depois, foram ouvidas mais de 10 pessoas e, no dia seguinte, foi solicitado o pedido de prisão temporária da mãe e do padrasto da menina. A mãe, no segundo depoimento, confessou ter matado a menina.
A segunda parte da investigação será a perícia dos exames. Beckman destacou que a confissão da mãe da criança não encerra a investigação, pois é preciso apurar, com detalhes o crime.
“Na semana passada, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa, na qual foi feito o recolhimento de objetos que podem ter sido usados para agredir a vítima. A investigação continua para, futuramente, indiciar os acusados devidamente aos crimes que cometeram”, disse.
O objeto que pode ter sido usado nas agressões que resultaram na morte da de Luna seria um relho, utilizado para domar cavalos. Ainda, em depoimentos, descobriu-se que a criança já ia para a escola com vestes compridas, escondendo o corpo ou possíveis agressões físicas.
Agora, a investigação aguarda resultados das novas provas periciais recentes. A prisão temporária dos dois irá terminar em 15 de maio. Se o inquérito ainda não estiver concluído, um novo pedido de prisão temporária será solicitado. A Polícia Civil também aguarda laudos periciais para afirmar se houve envolvimento do padrasto.
A investigação tem um prazo de 30 dias e pode se prorrogar por mais 30. Os advogados também já entraram com um pedido de laudo da sanidade mental da mãe da menina.
A linha cronológica dos acontecimentos do dia em que Luna foi morta já foi traçada pela Polícia, e será apresentada junto às demais provas, à justiça ao fim da investigação.
Relembre o caso
Luna Nathielli Bonett Gonçalves, de 11 anos, foi morta no dia 14 de abril, em Timbó, no Vale do Itajaí. A vítima foi encontrada morta na residência com sinais de violência pelo corpo.

No dia seguinte à morte, 15 de abril, a mãe e o padrasto da menina prestaram novo depoimento à Polícia Civil de Timbó. Desta vez, a mãe mudou sua versão sobre o ocorrido, confessando que matou a própria filha com chutes e socos.
A mãe e o padrasto foram chamados a depor novamente depois que a Polícia teve acesso ao resultado da perícia. O laudo concluiu que a criança tinha lesões que não poderiam ter sido causadas por uma queda de escada, o que foi alegado pelo casal no primeiro depoimento. Quando confrontados sobre a primeira versão, a mulher confessou ter matado a filha.
De acordo com o laudo médico, a menina apresentava diversas lesões e contusões no crânio, baço, pulmão, alças intestinais e também lacerações na vagina.
A criança também apresentava lesões e contusões no rosto, pernas, braços e na região torácica. Na casa, a perícia constatou que havia marcas de sangue próximo ao quarto da garota e no sofá, em uma fronha e em uma calça masculina.
O laudo final apontou que Luna sofreu politraumatismo.