“Pesquisa” das bananeiras: uma tradição mantida até hoje
Corrida eleitoral traz particularidades e crenças muito fortes, que acirram ainda mais as disputas.
Foto: Bob Gonçalves / Jornal de Pomerode
Muitas superstições em torno de quem irá ganhar as eleições, ocorrem por aí. Uma das mais conhecidas, em nossa cidade, é a “pesquisa da bananeira”.
Ela consiste em, um dia antes do pleito, cortar duas plantas, de preferência, gêmeas, de uma vez só e acompanhar o seu crescimento. Cada uma é “batizada” com o nome de um candidato e aquela que crescer mais, teoricamente, aponta o vencedor das eleições. Por ser de desenvolvimento muito rápido, é considerada a planta ideal para este tipo de manejo.
Um dos que sempre aderem a esta prática é Rudiberth Kohls, de Testo Alto. Às vésperas de cada eleição, ele escolhe em sua pequena plantação, as bananeiras ideais para fazer a “pesquisa”.
“Este ano, fiz duas, tanto da governador, quando para presidente. Cortei as plantas na sexta-feira à noite, para governador, e neste sábado pela manhã, as de presidente. E vim conferir hoje pela manhã (domingo). As que se referem ao Governo do Estado, indicam uma disputa bem acirrada, uma vez que uma das bananeiras se refere a Carlos Moisés e a outra, para os demais candidatos. Já para o pleito presidencial, o candidato Lula está levando vantagem sobre Jair Bolsonaro”, relata.
Kohls diz que costuma fazer a “pesquisa” e que, geralmente, o resultado dá certo. “Vamos ver como vai ser este ano”, finaliza.

Rudiberth Kohls | Foto: Bob Gonçalves / Jornal de Pomerode
Outra pomerodense que também adere às bananeiras, em época de eleição, é Laura Goll da Silva. Moradora do Wunderwald, ela conta que faz esta prática todos os anos em que há votação. “Esta é uma tradição que começou com meus pais, passou para meus irmãos mais velhos e, depois, para mim. Eu procuro fazer isso todas as eleições, tanto municipais, quanto nacionais, e o resultado sempre deu certo”, enfatiza.
Diferentemente do morador de Testo Alto, as bananeiras de Laura apontam a vitória de Jair Bolsonaro. “É algo que pretendo continuar fazendo, tanto que quero passar essa tradição para o meu filho”, conclui.

Laura Goll da Silva | Foto: Bob Gonçalves / Jornal de Pomerode
Vale lembrar que esta “pesquisa” não se trata de algo oficial, mas apenas, uma tradição herdada dos antepassados e que continua presente nos dias atuais.
