Saúde

Pelo bem do coração

Dia Mundial do Sono: Dormir mal faz mal para o coração.

1 de junho de 2015

Dormir bem é tão necessário e importante que a Organização Mundial de Saúde criou o Dia Mundial do Sono, que aconteceu na sexta-feira, dia 16/03. Pode ser por conta do trabalho, do estudo ou da balada; pode ser também por motivo de doenças e distúrbios, como a apneia do sono. O fato é que milhões de pessoas não dormem o quanto deveriam e, pior ainda, nem tem a qualidade de sono que necessitam para recarregar as baterias da saúde.
O Laboratório do Sono é uma das referências mundiais em estudos sobre o impacto dos distúrbios do sono sobre o sistema cardiovascular e, sim, eles concluem que a má qualidade das horas dormidas é um fator de risco importante para doenças do coração, cérebro e sistema vascular como um todo.
Estudo feito pelo Laboratório do Sono em colaboração com o Grupo de Hipertensão do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP) constatou que apenas cinco noites de privação de sono (com uma média de 4 horas e meia por noite) já são suficientes para, além de afetar o humor e disposição em geral, aumentar a atividade simpática, prejudicar o funcionamento dos vasos sanguíneos e, de modo geral, alterar a saúde cardíaca.
Atualmente, a medicina já identificou 80 distúrbios do sono, entre os quais se destacam aqueles relacionados à quantidade e à qualidade do repouso. Dois desses distúrbios merecem especial atenção: a apneia obstrutiva do sono e a privação do sono, males que acometem a sociedade moderna de modo bastante notável.
Com relação aos distúrbios associados à qualidade do sono, a apneia certamente é um dos mais graves. A apneia obstrutiva do sono, que, além de causar os clássicos roncos e paradas momentâneas da respiração, também está associada a uma maior incidência de problemas cardiovasculares.
As pessoas que sofrem de apneia têm a qualidade de seu sono bastante comprometida, uma vez que a oxigenação do organismo é interrompida temporariamente centenas de vezes por noite. Além da garganta estreita e obstrução nasal, as características que levam à apneia são bastante parecidas com os fatores de risco cardíacos: obesidade, diabetes e hipertensão.
Estudos do Laboratório do Sono do Incor demonstram a relação da apneia obstrutiva com doenças graves como aterosclerose e hipertensão. Embora os fatores agravantes da aterosclerose estejam principalmente relacionados à hipertensão e diabetes, a apneia pode ser considerada um fator secundário da doença, uma vez que agrava a pressão alta. O índice de apneia em pacientes diabéticos, obesos e hipertensos é altíssimo, chegando a 50%.
Fonte: INCOR – Instituto do Coração do Hospital das
Clínicas da FMUSP

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