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Orgulho e gratidão por ter contribuído para a história da Porcelana Schmidt

Em sequência de série de reportagens, ex-funcionário fala sobre sentimento de honra em ter sido parte da história da Porcelana Schmidt

19 de outubro de 2024

Foto: Equipe JP

Foram 10 anos de atuação em uma das empresas mais tradicionais e simbólicas de Pomerode, a Porcelana Schmidt, para o morador da cidade Mario Rahn, ou Marinho como é popularmente conhecido.

Hoje aposentado, ele conta que sua admissão da fabricante de peças de porcelana ocorreu em 04 de junho de 1984. Marinho revela que foi um funcionário da Porcelana Schmidt até o ano de 1994 e conta sobre suas memórias da empresa em mais uma da série de reportagens do Jornal de Pomerode que irá resgatar estas memórias.

“Fui trabalhar no departamento de exportação da Porcelana Schmidt, como auxiliar. Quando entrei ainda não tinha muito conhecimento sobre a área de exportação, mas fui aprendendo pouco a pouco. Na época se vendia muito para o exterior e a empresa tinha as produções em Mauá, Campo Largo e Pomerode, mas a exportação era feita direto aqui”, relembra Marinho.

Na época, as peças da Porcelana Schmidt eram admiradas e adquiridas por clientes de diversos países, como Estados Unidos, Holanda, e algumas nações da América do Sul. Segundo o ex-funcionário da empresa, a quantidade de exportação não era tão grande, mas a maioria das peças que eram enviadas para o exterior era produzida em Pomerode.

“Era tudo feito manualmente, escrevíamos com a máquina de escrever, fazíamos as faturas, os documentos, a emissão da nota fiscal, emissão do certificado, e algumas vezes precisávamos ir até Blumenau para aprovar a guia de exportação, para então enviar a mercadoria para o destino correto. Me lembro que algumas vezes tínhamos 10 containers de xícaras e pires que eram enviadas, despachados daqui para os destinos no exterior. Foram momentos muito bons, fui crescendo dentro da empresa, até que surgiu a oportunidade de assumir a gerência do departamento de exportação”, comenta.

Além de atuar no departamento de exportação, Marinho também trabalhou atendendo visitantes no mostruário, ou então apresentando um

pouco da empresa para os turistas, já que algumas vezes era aberta a produção à visitação.
“Conhecíamos todos os setores, como tudo funcionava, desde a produção, a pintura, que era feita à mão em algumas peças, e saber de tudo isso fez com que nos apaixonássemos ainda mais pela empresa e pelo funcionamento dela. Havia uma união geral de todos os setores, por isso acredito que a Porcelana alcançou tanto sucesso, sendo conhecida até fora do país”, relembra.

Segundo Marinho, na época em que atuava na Porcelana Schmidt, a empresa chegou a ter cerca de 1.200 funcionários, inclusive com famílias inteiras e muitas pessoas que vinham de outras cidades, pois a mão de obra era necessária.
E além do orgulho em ser um funcionário da Porcelana, Marinho revela que os trabalhadores também se tornavam consumidores da marca, uma vez que tinham condições melhores para adquirir as peças produzidas pela empresa.

“Havia vários modelos de pratos, xicaras e outras peças, além de algumas mais raras, inclusive de decoração. Alguns pratos decorativos, feitos pela Porcelana, temos em casa, em nossas paredes, com desenhos de flores, por exemplo e que se tornam peças únicas”, revela.

Amante do esporte, Marinho também fala com orgulho sobre a época em que integrou o time de futebol montado pela Porcelana, que se tornou um forte concorrente em diversas competições regionais, inclusive conquistando três títulos consecutivos em um campeonato da região, além das amizades proporcionadas pela participação no esporte.

Por ter trabalhado em contato com os visitantes e clientes, Marinho podia conferir, em primeira mão, como as peças da marca faziam sucesso e traziam encantamento a quem as conhecia.

“Quando trabalhei no mostruário, era muito bom ver como os visitantes e clientes se encantavam com as peças, pois havia muitos modelos lindíssimos, como os pintados a mão, ou com filetes de ouro e muitas delas hoje em dia são raras. Eles realmente se apaixonavam, pois era uma produção quase artesanal, principalmente na finalização e decoração delas, então muitos compravam diversas peças, por adorarem o que viam”.
E tal encantamento não se resumia apenas aos clientes menores. Muitas grandes marcas conheciam e adquiriam as peças fabricas pela Porcelana Schmidt, o que levava o nome da empresa e de Pomerode Brasil a fora.

“Realmente havia uma união grande dos funcionários de todos os setores, então foi uma época muito boa. É um orgulho ter passado pela Porcelana Schmidt, acredito que não só para mim, mas para outras pessoas que foram funcionários da empresa. É gratificante por ter sido admitido em uma empresa de porte tão grande naquela época”, finaliza.

 

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