O voluntariado como modo de vida
Professora da oficina de artesanato do Pommerneheim conta experiência de ser voluntária, após o Dia Internacional do Voluntariado
É com alegria que Regina Schaly, de 62 anos, chega ao Centro de Convivência Pommernheim todas as manhãs de quinta-feira, quando é realizada a oficina de artesanato e atividades manuais na instituição. A voluntária doa um pouco de seu tempo aos idosos que convivem no local, há cerca de 13 anos.
Regina conta que sempre gostou de artesanato, mas tinha a atividade como hobby. O artesanato começou a ganhar mais espaço em sua vida em 2003, quando aposentou-se do emprego de bancária no qual atuava. “Um ano depois, eu decidi que queria ter uma mudança em minha vida e, desde 2005, sou voluntária no Pommernheim”, revela a artesã.
Seu marido, Norberto Schaly, já fez parte da diretoria da instituição, por isso, Regina sempre esteve envolvida em algumas atividades voluntárias do Pommernheim, como pedágios e cafés beneficentes, mas foi no artesanato que envolveu-se mais.
Ela comenta que não são muitos os idosos que podem participar das atividades, mas ela sempre procura preparar trabalhos que eles consigam executar. “Eu sempre preparo os projetos em casa e conto com o apoio da recreadora, Tânia, para a elaboração do que será feito. Este é um ponto positivo daqui, sempre posso contar com a presença e auxílio dos profissionais do Pommernheim”, afirma. O marido também é parceiro em sua atuação, algumas vezes, executando projetos para a instituição de maneira voluntária, assim como Regina.
Além de ser voluntária no Pommernheim, a aposentada atua, às terças-feiras, no Centro Educacional Nossa Senhora de Fátima, dando aulas de costura. Na escola, já pratica o voluntariado há três anos, com alunos do ensino fundamental. “É um trabalho diferente com cada grupo, mas, mesmo assim, os dois são muito especiais”, garante.
Quando perguntada sobre o que a motiva a continuar exercendo o voluntariado, Regina é sucinta na definição. “Há uma força desconhecida que me chama para as atividades voluntárias, por isso, continuo fazendo. Mas é preciso ter equilíbrio psicológico para lidar com as situações da melhor forma possível, contornando possíveis conflitos. E graças à minha profissão de bancária, aprendi muito a lidar com pessoas”, reforça.
Mesmo com as possíveis dificuldades que possam surgir na caminhada, a voluntária não esconde que o sentimento bom que preenche quem se doa aos outros, é maior. “Tenho um amor especial por cada um aqui no Pommernheim. Continuo no voluntariado por que está associado a algo que eu gosto muito de fazer, que é o artesanato, e também, porque sempre preferi dar a vender as coisas. Sempre penso que se entregar para o outro faz bem a ele e à nossa alma”, finaliza.