O valor de um sorriso: projeto leva alegria e alento para pomerodenses
Uma iniciativa, por vezes, muito mais eficiente do que um remédio manipulado ou um tratamento muito forte, um sorriso e a volta da alegria de viver podem ser essenciais para a cura e bem estar de uma pessoa, assim como diz o ditado popular “rir é o melhor remédio”. Este é o objetivo do Projeto Sorriso.
Uma iniciativa, por vezes, muito mais eficiente do que um remédio manipulado ou um tratamento muito forte, um sorriso e a volta da alegria de viver podem ser essenciais para a cura e bem estar de uma pessoa, assim como diz o ditado popular “rir é o melhor remédio”.
É o que objetiva o Projeto Sorriso, criado em Blumenau, no ano de 2005, por dois acadêmicos do curso de medicina, e que chegou a Pomerode em 2013, na época com uma única voluntária, que atua até hoje. Tânia Luize Weh foi a pioneira do Projeto na cidade, porém, atuando primeiro no Hospital Santo Antônio, de Blumenau.
Com a adesão de outra voluntária em 2014, começaram as ações no Hospital e Maternidade Rio do Testo, uma vez que o Projeto já era conhecido no Hospital, já que os voluntários blumenauenses vinham uma vez por mês e vinham ora no HMRT, ora no Centro de Convivência Pommernheim.
Hoje, o Projeto Sorriso em Pomerode conta com 14 voluntários, sendo eles Drs. Pafúncio Fonseca, Escaletinha, Linguicinha, Amnésia e Dras. Pink, Paçoquinha, Lalá, Naninha, Pimentinha, Letreka, Catapora, Piu Piu, Energia e Esquentadinha, que se dividem em visitas ao HMRT e Centro de Convivência Pommernheim, com a missão de levar a alegria e o colorido para cada um a quem encontrarem, seja idoso, criança, adulto, jovem, procurando perceber o ambiente e com tudo que o cerca.
Dentro do Pommernheim, buscam também resgatar lembranças vivas do passado dos internos. Não importa que área, seja na música, teatro, dança, leituras ou fé. Segundo os voluntários, é um prazer imensurável ver a alegria estampada nos olhos daqueles que consideramos já como seus avós.
E, foi esta instituição que recebeu a visita dos doutores Naninha, Paçoquinha, Pink e Linguicinha, na manhã deste sábado, 06 de maio. Os internos já esperavam ansiosos pela visita do grupo, que acontece semanalmente no local. Já fantasiados de palhaços, eles chegaram ao local brincando em cantando, desejando “bom dia” àqueles que já aguardavam a sua chegada.
No Pommernheim, de acordo com Tânia, o principal não é fazer piadas e tentar ser engraçado, mas sim, parar e conversar com cada um, doando aqueles minutos de seu dia, que podem parecer pouco, mas significam muito para cada um dos internos.
A visita dura cerca de 1h30min, tempo suficiente para muita conversa e risadas. Mas, ainda neste sábado, a vinda do Projeto teve um gostinho especial. Isso porque os voluntários organizaram uma singela homenagem a todas as mães presentes, cantando uma música e distribuindo balões em formato de coração.
Os internos, é claro, adoram e facilmente se soltam, contando lembranças guardadas durante todos os anos de vida, histórias que são preciosíssimas. Mas, ao final de cada visita, são os voluntários que saem mais realizados, tendo a sensação do dever cumprido. “Acaba sendo mais gratificante para nós até do que para eles, porque o melhor é ver os sorrisos, a alegria e a felicidade deles. Sempre buscamos suprir essa carência de atenção e afeto que os idosos podem sentir estando ali, conversando e escutando o que eles têm a nos contar. Hoje, depois de várias visitas, eles já conhecem cada um de nós pelo nome e nos esperam ansiosos. É uma sensação inexplicável”, ressalta Tânia.
Ainda para este ano, o Projeto tem o objetivo de fazer novas parcerias com novos segmentos e novas instituições, sempre com o objetivo de levar o amor ao próximo, em primeiro lugar. Para participar, o interessado deve passar por uma seleção e por treinamento, pois é preciso muito mais que caretas, é preciso empatia, simpatia, discernimento, responsabilidade e muito amor pra dar. O Projeto pede, ao menos, duas horas semanais de cada voluntário para realizar os trabalhos em seu ponto atuante.
Cada voluntário cria seu próprio Clown, refletindo nas perfeições e muito mais na imperfeições de seu próprio eu. Dá vida com cores, adereços e assessórios. O nome do Clown deve, de preferência, já trazer algo de incomum para poder interagir entre seus colegas doutores e aos que estão sendo assistidos.
“Não há como descrever a sensação que sentimos em poder levar a alegria. O sorriso é nosso pagamento, pois é o que buscamos. Nos emocionamos, rimos, choramos, gargalhamos e aprendemos, e aprender é o uma das coisas que nos move. Cada pessoa que visitamos é um irmão a quem queremos o melhor. Deixamos nossa marca impressa nos corações das pessoas e isso é recíproco. Nenhum voluntário sai sem ter boas lições, boas lembranças e a certeza de que colheu lindos sorrisos. Algo que nos é muito importante, não permitir que o orgulho torne-se maior que o verdadeiro desejo de fazer alguém sorrir. É na simplicidade que encontramos nossa luz”, enfatiza Tânia.