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O tempo dedicado à agricultura, em casa

No Dia do Colono, conheça a história do pomerodense e morador do Ribeirão Herdt, Dieter Guenther

23 de julho de 2022

Foto: Raphael Carrasco/JP

O O Dia do Colono é celebrado no dia 25 de julho, uma data dedicada às origens da produção e aos que ainda estão todos os dias, trabalhando com a agricultura.

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É o caso do pomerodense Dieter Guenther, de 67 anos. Morador do bairro Ribeirão Herdt, ele também é muito conhecido por realizar a travessia do gado, na via. Mas sobre isso, vamos falar mais para frente.

Sr. Dieter sempre teve ligação com a área rural. Desde jovem, ajudava os pais com os trabalhos na roça e mantinha os estudos em dia. O tempo foi passando e o pomerodense resolveu atuar em outros ramos e passou a trabalhar no Banco do Brasil. Como funcionário, Guenther morou em outras cidades, por conta do seu emprego, até que, um dia, voltou para Pomerode para atuar na agência bancária do BB, no município.

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Em 2002, se aposentou e retornou aos velhos tempos e passou a se dedicar 100% à área rural de sua residência. E, desde aquele ano, o pomerodense passa seu dia cuidando da casa e é responsável por fazer uma das travessias mais conhecidas da cidade.

A atividade inicia sempre por volta das 8h. O gado sai de sua “moradia” e passa para outro pasto, no outro lado da rua, onde fica o resto do dia se alimentando às margens do Rio do Testo. A travessia dura, em média, cerca de dois minutos, pois Guenther prefere não ficar muito tempo fechando o trânsito.  Antes das 17h, os animais já ficam próximos ao portão esperando para retornar ao rancho. Mais uma vez, o trânsito fica interrompido por poucos minutos e o gado faz a travessia. Os animais pertencem a Edson Zinke e cerca de 35 fazem parte do rebanho.

Foto: Raphael Carrasco/JP

A travessia, mesmo para aqueles que já moram em Pomerode e conhecem a atividade, desperta interesse aos que passam no local. Aos que vem de fora, a cena se torna ainda mais atrativa, principalmente daqueles que chegam das cidades grandes e entram em Pomerode já tendo o gostinho da nossa cultura.

Dieter comenta que faz a atividade por gostar do trabalho e também de não ter a pressão que sofria, quando trabalhava na agência bancária.

“Eu gosto de fazer as coisas sem pressa e sem ninguém me incomodando. Posso fazer a hora que eu quiser, sem compromisso. Isso não tem preço. É uma atividade que gosto muito de fazer e todos os dias estou por aqui para fazer a travessia dos gados. Tenho um carinho especial por esses animais e é uma coisa que sempre fiz, desde cedo, quando ajudava meu pai na roça”, comenta.

Além de cuidar e ajudar na travessia dos animais, Guenther também mantém plantações de árvores frutíferas. Outra que também tem um lugar especial reservado na casa, são as orquídeas, que recebem atenção e um carinho especial. O pomerodense também tem três passarinhos, que são cuidados diariamente, na casa.
Guenther fala sobre o que representa o Dia do Colono para ele e também a família.

“É uma data que merece ser lembrada e respeitada. Os colonos sempre trabalham duro e, antigamente, ainda mais. Na época, como as famílias eram maiores, o consumo também era maior, então trabalhava-se muito para colocar comida suficiente na mesa para todos os filhos. As coisas, hoje em dia, mudaram muito e quem ainda leva a vida na roça merece muito reconhecimento, pois não é fácil viver apenas disto”, finaliza.

Confira, também, a matéria em vídeo!

 

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