Saúde

Número de leitos do SUS em hospitais no estado cai nos últimos 10 anos

Conforme o estudo da CNM, a expectativa é estabelecer parâmetros para descentralização do sistema. O estudo reforça ainda que o nível básico ou primário de atenção à saúde está focado na prevenção de doenças e promoção da saúde

24 de outubro de 2018

Os leitos hospitalares oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Catarina caíram de 11.276 em 2008 para 10.964 em 2018. Enquanto isso, a população aumentou durante o período de 6 milhões para 7 milhões. Os dados são de um estudo feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). No Brasil, a perda na última década foi de 23.091 leitos, segundo o estudo.

A Secretaria de Estado da Saúde disse que atualmente são 11.888 leitos do SUS atualmente, e que a taxa de ocupação de janeiro a setembro é de 54,14.

Conforme o levantamento da CNM, em 2008, eram 1,86 leitos para cada mil habitantes no estado, enquanto em 2018, são 1,56 para cada mil. A recomendação do Ministério da Saúde é de ao menos 2,5 leitos a cada mil habitantes.

Em Florianópolis, a queda de leitos pelo SUS é de 22,18%, já que em 2008 eram 1.213 leitos e em 2018, passaram para 944.

Atenção básica

O levantamento da CNM apontou ainda que a quantidade de leitos SUS e não SUS no estado e a cobertura da Atenção Básica de 2008 a 2018 era de 14. 923 leitos, o que representava 2,47 leitos a cada mil habitantes. Em 2018, são 15.262 leitos, que equivalem a 2,18 leitos para cada mil habitantes. O dado corresponde a 88,87% de cobertura da atenção básica em 2018.

O estudo destaca que a queda não traduz melhora ou piora de recursos, que dependem de questões como fatores sociais de saúde, extensão territorial, perfil epidemiológico, constituição e organização de redes de atenção.

Encaminhamentos

A partir das informações, o levantamento da CNM espera estabelecer parâmetros para mudanças nos princípios da regionalização e descentralização do SUS, que devem impactar na instalação local ou regional de unidades de média e alta complexidade, que atualmente estão nas capitais em sua maioria.

O estudo reforça ainda que o nível básico ou primário de atenção à saúde está focado na prevenção de doenças e promoção da saúde. Com isso, a partir do estado, a expectativa é aumentar a atenção para as ações básicas e ambulatoriais de saúde para reduzir as intervenções hospitalares.

 

Fonte: Portal G1 SC

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