Novos casos, mas nenhuma nova morte confirmada em Pomerode
Os casos de Gripe H1N1 estão aumentando em todo o Vale do Itajaí diariamente. Em virtude desse aumento,
reuniões entre os municípios participantes da Ammvi e campanhas de vacinação em empresas foram realizadas com o
intuito de buscar soluções em relação à Gripe. Pomerode teve um aumento no número de casos confirmados, mas
nenhuma nova morte foi registrada.
Os casos de Gripe H1N1 estão aumentando em todo o Vale do Itajaí diariamente. Em virtude desse aumento, reuniões entre os municípios participantes da Ammvi e campanhas de vacinação em empresas foram realizadas com o intuito de buscar soluções em relação à Gripe.
Pomerode teve um aumento no número de casos confirmados, mas nenhuma nova morte foi registrada. Medidas preventivas e conscientização da população estão sendo o foco das ações no município.
O horário estendido no Posto de Saúde do centro também tem auxiliado nos atendimentos. Em média estão sendo atendidas 15 pessoas por dia durante o horário prolongado, desafogando assim a emergência do Hospital.
É importante lembrar que pessoas com doenças crônicas, como Cardiopatias, Pneumopatias, Asma, pessoas que fazem uso contínuo de AAS (Ácido Acetil-salicílico), entre outros, ainda podem tomar a vacina nas Unidades de Saúde, mediante apresentação de receituário médico ou exame que comprove a doença. A vacinação das gestantes e a 2ª dose de crianças entre seis meses a menores de dois anos ainda está sendo realizada.
A Gripe em Pomerode
Atualmente existem sete casos confirmados no município e uma pessoa aguardando o resultado do exame. Dentre elas, apenas uma ainda recebe o tratamento contra a Gripe A.
A Secretaria de Saúde pede para que a população esteja consciente de que não estamos vivendo uma epidemia, apesar do número de casos. Pode-se considerar a situação como controlada. “Existe medicação à disposição (Tamiflu) na Farmácia da Unidade Sanitária Alwin Klotz e na Farmácia do HMRT para ser fornecida sob prescrição médica. Os dados da Vigilância Epidemiológica são atualizados diariamente e caso se confirme mais algum óbito em virtude da gripe a população será informada”, completou a Secretaria.
A Gripe em Santa Catarina
Santa Catarina registrou a 30ª morte por Gripe A na manhã desta quarta-feira, dia 20 de junho. De acordo com os dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), atualizados no dia 17 de junho, Santa Catarina já registrou 309 casos de infecção por Gripe A, confirmados laboratorialmente. O número é o segundo maior da história do Estado, atrás apenas de 2009, quando 144 pessoas morreram em decorrência da infecção.
Municípios desistem de comprar vacinas
Depois de ouvir o prefeito João Paulo Kleinubing, de Blumenau, os prefeitos das 14 cidades integrantes da Ammvi concluíram que não haveria tempo hábil para combater a doença no período crítico. A reunião aconteceu na manhã de quarta-feira, dia 20 de junho.
A explicação dada pelo presidente da Ammvi, Carlos Alberto Pegoretti, prefeito de Rodeio, é de que caso houvesse um laboratório com estoque suficiente para comprar vacinas para todos os municípios, levaria, no mínimo, um mês para que o medicamento chegasse nas secretarias de saúdes. Desta forma, até montar toda a logística de aplicação e o medicamento fazer efeito, a espera seria de quase dois meses.
Pegoretti declarou ainda que a gripe está sendo tratada como prioridade por todos e que a desistência na compra das vacinas não significa que os casos não serão monitorados.
Coletiva de Imprensa
Na sexta-feira, dia 15 de junho, ocorreu no auditório da SDR Blumenau, uma coletiva de imprensa para responder aos questionamentos sobre a Gripe H1N1. Estiveram presentes o Secretário de Estado da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, acompanhado do diretor da Vigilância Epidemiológica (Dive), Dr. Fábio Gaudenzi de Faria; um representante do Ministério da Saúde; o secretário Regional Cleverton João Batista; a gerente regional de Saúde, Edite Aparecida Adriano e prefeitos e secretários municipais de saúde dos 14 municípios do Vale do Itajaí.
A coletiva ocorreu após uma reunião organizada pela Gerência Regional de Saúde da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Blumenau que discutiu ações para minimizar os impactos causados pelo vírus da Gripe H1N1 na região.
Na ocasião os municípios do Médio Vale do Itajaí entregaram à Coordenadora Geral de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Márcia Carvalho, a reivindicação de liberação de 500 mil doses da vacina contra o vírus H1N1.
Diante da negativa do Ministério da Saúde pelo fornecimento de mais doses à região, o Prefeito de Indaial em conjunto com os demais Prefeitos, solicitou que o Ministério pelo menos forneça a vacina aos municípios a custos mais acessíveis, para que possam garantir a imunização da população sem cair na exploração dos laboratórios.
O Prefeito de Pomerode sugeriu ainda ao Secretário de Saúde que as sobras de vacinas de outros estados sejam enviadas à região, potencializando o que já se tem e sem custos para os municípios que, segundo ele, estão arcando com os custos das internações que ultrapassaram as cotas do Sistema Único de Saúde (SUS).
Para o vírus influenza há a disponibilidade de vacina, que é construída anualmente com base nos vírus de maior circulação no período. É necessário ressaltar que a vacina não protege contra todos os subtipos de influenza e nem contra os outros vírus de transmissão respiratória, além de ter uma taxa de proteção em torno de 60%. Por isso, mesmo uma estratégia de vacinação com cobertura total da população não é capaz de erradicar a gripe.
Conforme a coordenadora do Ministério da Saúde, Márcia Carvalho, a vacina objetiva diminuir o risco de maior gravidade da doença e, por isso, não é uma medida que deve ser aplicada massivamente, e sim ser direcionada aos grupos de risco. Por isso, segundo ela, a vacina contra o vírus H1N1 não é medida preventiva.
Apesar de contestada pelas autoridades públicas, a posição do Governo Federal de descartar o envio de mais doses da vacina foi mantida.
A vacina em Pomerode
Em Pomerode, já foram vacinadas mais de cinco mil pessoas de forma gratuita, fato este que diminui a possibilidade de circulação do vírus. Para que a população ajude, precisa adotar medidas simples e fáceis no dia-a-dia, que podem evitar a disseminação de vírus, bactérias e a ocorrência de infecções respiratórias.
É importante salientar que as farmácias não estão autorizadas a fazerem a aplicação das vacinas, em virtude da dificuldade no armazenamento dos imunobiológicos.
As empresas que têm interesse em vacinar seus funcionários estão sendo orientadas a procurar clínicas particulares especializadas na venda de vacinas. Estas clínicas atendem os requisitos e normativa do Ministério da Saúde e podem oferecer vacina de qualidade aos seus colaboradores. O Dr John está fazendo a vacina particular, em Pomerode.
Vacinas em empresas
Algumas empresas do município estão aderindo à campanha de vacinação e oferecendo a vacina para seus funcionários na própria empresa. Outra ação é em parceria com a ACIP, que disponibiliza o espaço para que as empresas possam vacinar seus funcionários em determinados horários na sede da Associação.
Ocorreu, de 19 a 21 de junho, uma campanha da Asseup, junto com a Acip, onde 300 doses foram disponibilizadas para a comunidade. Um novo pedido foi feito e mais 200 doses serão adquiridas para imunização da população.
A empresa Fakini também vacinou seus funcionários. A Goede Assessoria também esteve recrutando interessados em receber a vacina.
Cuidados contra a Gripe H1N1
1 – Evite aglomerações de pessoas, principalmente em ambientes fechados.
2 – Abra janelas e deixe o ar entrar, em casa, no trabalho e nos ônibus.
3 – Lave frequentemente as mãos, com água e sabão.
4 – Ao tossir, cubra o nariz e a boca com um lenço, de preferência descartável.
5 – Se estiver com sintomas de gripe (febre acima de 38ºC e tosse ou dor de garganta), use máscara.
6 – Não compartilhe copos, talheres, toalhas e objetos pessoais.
7 – Evite tocar seus olhos, nariz ou boca, sem antes lavar as mãos.
8 – Só use medicamentos com orientação médica.
9 – Em caso de dúvida procure o seu médico ou a Unidade de Saúde mais próxima.
10 – Se você está com gripe e apresentar dificuldade para respirar, procure imediatamente um serviço de saúde.
Informe
A Secretaria de Estado da Saúde, através da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), orienta e recomenda a seguinte conduta frente aos casos de SG e SRAG.
1 – Síndrome Gripal (SG)
Definição: indivíduo com febre, mesmo que referida, acompanhada de tosse ou dor de garganta.
Os casos de Síndrome Gripal não devem ser notificados nem devem ser submetidos à coleta de material para diagnóstico de influenza.
Consideram-se fatores de risco para complicação: crianças menores de 2 anos, pessoas maiores de 60 anos, grávidas em qualquer idade gestacional, puérperas até duas semanas após o parto (incluindo aborto ou perda fetal), nutrizes e pessoas com comorbidade (pneumopatias, cardiovasculopatias, nefropatias, hepatopatias, doenças hematológicas, distúrbios metabólicos, obesidade, portadores de síndromes genéticas e de transtornos que podem comprometer a função respiratória ou aumentar o risco de aspiração), imunossupressão e pessoas com menos de 18 anos de idade medicadas há longo período com ácido acetilsalicílico.
2 – Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG):
Definição: Indivíduo com febre mesmo que referida, tosse, dispnéia e que foi hospitalizado. O quadro clínico pode ou não ser acompanhado de alterações laboratoriais e radiológicas (leucocitose, leucopenia, neutrofilia, infiltrado intersticial localizado ou difuso ou presença de área de condensação).
Transmissão e medidas de prevenção contra a Gripe H1N1:
Como ocorre a transmissão?
O vírus é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou do espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. No entanto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal forma de transmissão não é pelo ar, mas sim pelo contato com superfícies contaminadas.
Quando infectada, por quanto tempo uma pessoa com o vírus da nova gripe transmite a doença?
O período de transmissibilidade da doença é diferente entre adultos e crianças. Nos adultos, o período é de sete dias após o aparecimento dos sintomas, enquanto em crianças este período vai de dois dias antes até 14 dias após o início dos sintomas.
Quais as medidas de prevenção que devem ser repassadas à população?
A população deve ser orientada a tomar alguns cuidados de higiene, como lavar bem e com freqüência as mãos com água e sabão, evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies, não compartilhar objetos de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.
Qual a orientação do Ministério sobre frequentar locais fechados?
A recomendação é evitar locais com aglomerados de pessoas, pois isso reduz o risco de contrair a doença.
É preciso usar máscara em lugares de grande circulação, para evitar o contágio?
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal forma de transmissão não é pelo ar, mas sim pelo contato com superfícies contaminadas. Por isso o uso de máscaras pela população não é recomendado pelo Ministério da Saúde. Entretanto, quem está doente deve fazer uso de máscara quando houver necessidade de contato com outras pessoas, para não transmitir o vírus.
É possível ser infectado com a influenza A (H1N1) enquanto está com gripe comum?
Não. Um dos motivos para que isso ocorra é a concorrência natural entre os vírus, o que leva à predominância de um em detrimento do outro. Por isso, não há infecção simultânea pelo vírus influenza.
Uma pessoa pode ter influenza mais de uma vez?
Sim, mas não causada pelo mesmo subtipo de vírus e nem em um curso espaço de tempo. Isso porque a pessoa fica imunizada pelo subtipo de vírus depois de ter a doença. Também porque o vírus circula mais em um determinado período do ano (por isso é chamado de sazonal), especialmente no inverno, estação que varia de acordo com o hemisfério do planeta. No caso do Brasil, a circulação do vírus da gripe aumenta no período de junho a outubro. Portanto, a probabilidade de uma pessoa contrair gripe nesse intervalo de tempo é maior.
A pessoa que teve influenza cria imunidade ao vírus?
Sim. Esse comportamento é comum em infecções por vírus. Depois de contrair a doença, o organismo humano cria defesas contra o “inimigo”, evitando futuras infecções pelo mesmo vírus.
A pessoa assintomática pode transmitir o vírus?
Sim. É importante lembrar que as medidas de higiene respiratória e pessoal devem ser praticadas independentemente da presença ou não de sintomas, pois apresentam resultado muito importante na interrupção da transmissão.
Pelas informações acima, pode-se concluir que:
Estas são atitudes simples e fáceis de tomar no dia-a-dia que podem evitar a disseminação de vírus, bactérias e a ocorrência de infecções respiratórias.
Fonte: DIVE e Ministério da Saúde.