No ritmo do coração
O amor pela dança e pela música foi o que uniu o casal Sanda Meri Wachholz, de 66 anos, e Hermann Theichmann, de 78, há 40 anos. A história deles já começou nos salões, pois seu primeiro encontro foi em um baile realizado no extinto Clube Ipiranga, em 1976.
O amor pela dança e pela música foi o que uniu o casal Sanda Meri Wachholz, de 66 anos, e Hermann Theichmann, de 78, há 40 anos. A história deles já começou nos salões, pois seu primeiro encontro foi em um baile realizado no extinto Clube Ipiranga, em 1976. Sanda conta que, na época, Hermann havia acabado de se separar e ela já estava sozinha há quatro anos, também depois da separação.
“Nós nos entendemos desde o primeiro encontro, foi algo muito natural, conversamos sobre vários gostos que temos em comum, e olha que são muitos. Nós acreditamos que, naquele dia, estávamos continuando uma conversa iniciada em outra vida”, relembra Sanda, segurando a mão do marido.
Foi o gosto pela dança que os uniu e é o que os mantém unidos e animados até hoje. Mesmo com as dificuldades trazidas pela idade, o casal ainda sai para se divertir e dançar, principalmente na Festa Pomerana, nos encontros do Clube Sênior e, algumas vezes, em outras festas típicas da região.
Porém, nem sempre é possível aproveitar tanto as festas e colocar o corpo para se movimentar. Um dos motivos, de acordo com Sanda, é que o companheiro sofre com a doença de Parkinson, dificultando seus movimentos, além de outras dores que surgem devido à idade. “Mas quando toca uma boa música, quase não há espaço para a dor. Quando ela contagia, deixamos de pensar na dor e vamos dançar, porque simplesmente amamos fazer isso”, conta a aposentada.
O gosto refinado do casal também é um aspecto que os diferencia. Por mais que possuam um gosto eclético, os dois têm preferência pelos clássicos, sejam quais forem os ritmos em questão. “Gostamos muito de boleros, salsa, músicas típicas italianas e alemãs. Também somos um pouco rockeiros, adoramos ouvir um bom rock”, revela o casal.
Sanda comenta, também, que eles nunca se casaram, simplesmente por uma opção própria. Para ela, o casamento é apenas um contrato, parecido com um negócio, mas colocando o amor no meio. Ainda, com as experiências anteriores de cada um, não queriam passar por todo o desgaste de uma separação novamente.
“Também optamos por não ter filhos, por causa de dois motivos. Um deles era que, caso nos casássemos e tivéssemos uma criança, seria um sofrimento a mais para ela. E o outro é a grande responsabilidade que um filho significa. Hermann já possui seis filhos do casamento anterior e eu tenho um também, então, não sentíamos falta desta experiência, que é maravilhosa, mas exige muito de um casal. Preferimos aproveitar nossa vida juntos”, admite a aposentada.
Ela também comenta, orgulhosa, sobre o trabalho do marido. Hermann era escultor, assim como o pai, Ervin Curt Teichmann, e teve trabalhos expostos em diversos locais da região, além de várias obras espalhadas pelo mundo. Mas são pequenas peças feitas exclusivamente para Sanda, que ela mais destaca. A aposentada exibe os pingentes e brincos feitos a partir de ossos, cuidadosamente lapidados, que resultam em belas figuras.
“Eu o amo muito e nunca liguei para o que os outros diziam sobre o nosso relacionamento no início. Sempre combinamos em tudo e é isso que importa, sermos felizes juntos enquanto Deus nos permitir”, finaliza Sanda.