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MPSC denuncia três suspeitos por latrocínio e ocultação de cadáver de corretora gaúcha em Florianópolis

Ministério Público acusa empresária, homem e mulher por roubo seguido de morte, esquartejamento e descarte do corpo da vítima em rio de Major Gercino

25 de maio de 2026

Foto: Reprodução

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ofereceu denúncia contra três pessoas apontadas como executoras do roubo e da morte da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, em Florianópolis. A denúncia foi apresentada pela 35ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital e atribui aos acusados a suposta prática dos crimes de roubo qualificado pelo resultado morte (latrocínio), ocultação de cadáver e corrupção de menor.

Foram denunciados uma empresária, um homem e outra mulher, apontados pelo Ministério Público como participantes da ação criminosa, que teria ocorrido de forma conjunta, com divisão de tarefas.

Segundo a acusação, uma das mulheres teria sido responsável por preparar e ministrar substâncias sedativas à vítima, com o objetivo de reduzir qualquer possibilidade de reação. Já a empresária, aproveitando-se do acesso ao imóvel, teria executado a fase mais violenta do crime, causando lesões que resultaram na morte. O homem e a outra mulher também teriam prestado apoio material, vigilância e cooperação durante a execução.

Foto: reprodução

Após o homicídio, conforme o MPSC, os denunciados teriam roubado diversos bens da vítima, incluindo eletrônicos, veículo, cartões bancários e dados pessoais, utilizando esses recursos para realizar compras e obter vantagem econômica.

Ainda de acordo com a denúncia, o homem teria esquartejado o corpo da vítima, com apoio logístico das duas mulheres. Os três também teriam participado do transporte e descarte dos restos mortais em diferentes locais, além de envolver um adolescente nas ações.

A denúncia foi ajuizada na tarde da última sexta-feira, 22 de maio, e ainda aguarda recebimento pela Justiça. Caso seja aceita, os denunciados passarão à condição de réus em ação penal. Após essa fase, o processo será distribuído a uma das Promotorias de Justiça Criminais da Capital.

A investigação foi conduzida pela Delegacia de Roubos e Antissequestro da DEIC da Polícia Civil.

O crime

Luciani Aparecida Estivalet Freitas, corretora gaúcha que morava sozinha em Florianópolis, desapareceu no início de março. Segundo a Polícia Civil, ela foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, no Norte da Ilha, no dia 4 de março.

Familiares passaram a desconfiar do desaparecimento após receberem mensagens enviadas do celular da vítima com diversos erros gramaticais, levantando a suspeita de que outra pessoa estaria utilizando o aparelho.

Foto: Reprodução

Imagens de câmeras de videomonitoramento registraram o carro de Luciani circulando por diferentes pontos após o desaparecimento. O veículo foi flagrado por volta das 2h na Praia dos Ingleses, às 4h atravessando a Via Expressa, na Grande Florianópolis, e às 9h entrando na Ponte Pedro Ivo Campos. O automóvel também foi identificado circulando pela região do Vale do Rio Tijucas.

Na tarde de 11 de março, moradores de Major Gercino encontraram sacos suspeitos no rio que passa pela ponte municipal João Batista de Souza, no bairro Centro, próximo à localidade de Itererê. A Polícia Militar foi acionada e constatou que se tratava de partes de um corpo humano.

Conforme os levantamentos, o cadáver estava esquartejado e dividido em sacos plásticos. Em um deles foi encontrado o tronco da vítima, sem os membros superiores e inferiores. Em outro, estavam partes das coxas. Outras partes do corpo não foram localizadas.

As investigações apontaram que diversas compras estavam sendo realizadas utilizando dados e meios de pagamento da vítima, principalmente em plataformas de compra online.

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No dia seguinte ao desaparecimento, policiais identificaram um adolescente retirando mercadorias compradas em nome de Luciani em diferentes pontos da região Norte da Ilha. O jovem era vizinho da vítima e morava no mesmo residencial.

As apurações também identificaram que o irmão do adolescente, de 27 anos, e a companheira, de 30, viviam em um apartamento vizinho ao de Luciani. Segundo a Polícia Civil, o homem era foragido do Estado de São Paulo por envolvimento em um latrocínio ocorrido em 2022.

Ainda durante a investigação, a administradora do residencial, uma mulher de 47 anos e parente dos proprietários, passou a ser apontada como associada ao casal e beneficiária das compras feitas em nome da vítima.

Policiais localizaram pertences de Luciani, como notebook, televisão e mercadorias adquiridas com os dados da corretora, escondidos em um apartamento desocupado que estava sob responsabilidade da suspeita.

 

*Com informações do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)

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