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MPSC denuncia jovem por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver em trilha no Matadeiro

A 36ª Promotoria de Justiça requer que o denunciado seja submetido ao Tribunal do Júri. A denúncia será agora analisada pelo Juízo

2 de dezembro de 2025

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou, na segunda-feira (1º), o homem preso pelo assassinato da estudante de pós-graduação Catarina Kasten, de 31 anos, morta há dez dias na trilha da Praia do Matadeiro, em Florianópolis.

O acusado, de 21 anos, vai responder por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver, com qualificadoras e agravantes que podem resultar na punição máxima prevista na legislação.

A denúncia foi apresentada pelo promotor João Gonçalves de Souza Neto, da 36ª Promotoria de Justiça da Capital, que requereu que o réu seja submetido ao Tribunal do Júri. Agora, o documento seguirá para análise do Juízo.

Segundo o MPSC, o crime foi cometido por menosprezo à condição de mulher, o que caracteriza o feminicídio. A morte ocorreu por asfixia, após o acusado envolver o pescoço da vítima com um instrumento constritor, cordão ou cadarço,  quando ela já estava debilitada pela violência sofrida momentos antes.
O Ministério Público também aponta o recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que Catarina estava dominada e exausta após a abordagem e o estupro.

O órgão relata que o agressor agiu de forma premeditada, escondendo-se atrás de uma lixeira para monitorar o movimento na trilha. Quando a vítima passou, ele a surpreendeu com um golpe “mata-leão”, arrastando-a para uma área de mata fechada, onde consumou o estupro mediante violência.

Após o assassinato, o acusado arrastou o corpo para uma área de difícil acesso, entre pedras e vegetação, com o objetivo de dificultar a visualização e atrasar as buscas, o que configura o crime de ocultação de cadáver.

Descoberta do crime

Catarina saiu de casa às 6h50min da sexta-feira, 21 de novembro, para ir a uma aula de natação, mas não chegou ao local. Ao notar a demora, o companheiro acionou a Polícia Militar por volta das 12h. O suspeito foi identificado e preso, confessando o crime.

A denúncia tramita em sigilo e agora segue para a Vara do Tribunal do Júri da Capital.

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