Morador de Pomerode transforma experiência com ansiedade em filme sobre esperança e superação
Inspirado por um período marcado por crises de pânico e depressão, Erick Schumacher desenvolve o longa-metragem independente Portas Fechadas, que aborda saúde mental e a importância da busca por ajuda profissional
Foto: Arquivo Pessoal
A partir de experiências pessoais marcadas por crises de ansiedade, pânico e sintomas depressivos, o morador de Pomerode Erick Schumacher decidiu transformar a dor em arte. O resultado é Portas Fechadas, um longa-metragem independente que está em fase de desenvolvimento e pretende levar ao público uma mensagem de esperança e superação por meio de uma história profundamente humana.
A ideia do filme surgiu em um dos períodos mais difíceis da vida do jovem realizador. Impedido até mesmo de sair de casa em alguns momentos, Erick encontrou no cinema uma forma de expressar aquilo que estava vivendo.
“Em uma madrugada, olhando pela janela de casa, pensei: ‘Por que não transformar isso em um filme?’. Foi naquele momento que nasceu Portas Fechadas”, relembra.

Apaixonado por audiovisual, ele decidiu criar uma obra que pudesse retratar os desafios emocionais enfrentados por muitas pessoas, sem deixar de transmitir uma mensagem de esperança.
História aborda saúde mental e busca por ajuda
Com previsão de aproximadamente uma hora de duração, Portas Fechadas acompanha a trajetória de Charlie, um jovem que enfrenta ansiedade, crises de pânico e dificuldades emocionais que afetam sua rotina e sua relação com o mundo.
Ao longo da narrativa, o personagem busca auxílio profissional por meio de acompanhamento psiquiátrico e psicológico, evidenciando a importância do tratamento adequado. A história também utiliza elementos simbólicos, cenas de sonhos e momentos de introspecção para representar os conflitos internos do protagonista.
Segundo Erick, a proposta é mostrar que a superação não acontece de forma instantânea.
“A principal mensagem é que vencer esses desafios acontece aos poucos, através de pequenos passos e da coragem de seguir em frente”, explica.
Produção ainda está em fase de desenvolvimento
Atualmente, o projeto encontra-se na etapa de construção do roteiro e definição da linguagem visual que será utilizada ao longo do filme. Ainda estão previstas as fases de planejamento das gravações, produção, edição e pós-produção.
“O processo é longo, mas está sendo construído com muito cuidado para transmitir a mensagem que o filme pretende levar ao público”, afirma.
Um dos principais desafios, segundo o cineasta, é transformar experiências reais em uma narrativa envolvente e, ao mesmo tempo, respeitosa.
“Existe uma grande responsabilidade em retratar temas relacionados à saúde mental de forma autêntica, sem exageros e com a sensibilidade necessária”, destaca.
Cenários refletem estado emocional do protagonista
Grande parte da trama se passará dentro da casa de Charlie. A escolha do ambiente doméstico não é por acaso: ele representa a realidade vivida pelo personagem durante os momentos mais difíceis.
Um dos elementos centrais da narrativa será o quarto do protagonista, que sofrerá mudanças graduais conforme sua evolução emocional. A iluminação, as cores, a organização e os detalhes do ambiente servirão como uma representação visual dos sentimentos do personagem.
Além das cenas cotidianas, o longa contará com sequências oníricas e simbólicas que retratam medos, conflitos e o processo de autoconhecimento do protagonista.
Sonho é tocar pessoas através do cinema
Embora seja um projeto bastante pessoal, Erick conta que tem recebido o apoio de amigos, pessoas próximas e profissionais ligados ao audiovisual, que contribuem com ideias e incentivo durante o desenvolvimento da obra.
Suas inspirações vêm de produções capazes de provocar emoções e criar conexões com o público, além das próprias experiências da vida real.
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Mais do que concluir um filme, o jovem cineasta sonha em continuar produzindo histórias que possam impactar positivamente as pessoas.
“Acredito que muitas pessoas vão se identificar com a história de Portas Fechadas. O filme nasceu de uma experiência muito pessoal, mas fala sobre sentimentos universais, como medo, insegurança, esperança e superação. Mais do que contar uma história, quero que ele seja uma mensagem de esperança para quem enfrenta desafios semelhantes”, conclui.