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Morador de Pomerode registra imagens da Lua com lente de quase 2 quilos

Fotografias foram feitas no dia 2 de janeiro, durante a aproximação da Lua cheia

5 de janeiro de 2026

Foto: Marcus Cezar Meyer Sukevicius

Um morador de Pomerode realizou, no início de janeiro de 2026, uma série de registros fotográficos da Lua, revelando detalhes da superfície do satélite natural da Terra. As imagens são de autoria de Marcus Cezar Meyer Sukevicius, publicitário e entusiasta da fotografia, que há anos se dedica a capturar imagens do céu, especialmente da Lua.

As fotografias foram feitas no dia 2 de janeiro, por volta das 21h, quando a Lua se aproximava da fase cheia, que ocorreu oficialmente na manhã do dia 3 de janeiro. Segundo Marcus, os registros foram possíveis em breves momentos de céu aberto, já que nos dias seguintes a presença de nuvens impediu novas observações.

Ilustração do autor das imagens, Marcus Cezar Meyer Sukevicius, que atua sempre por trás dos registros fotográficos

Para realizar os cliques, ele utilizou uma câmera Canon EOS 90D, equipada com uma lente teleobjetiva Sigma 150–600 mm, montada sobre tripé e com uso de disparador remoto, técnica que reduz vibrações e preserva a nitidez das imagens. A lente pesa cerca de 1,7 quilo e, devido às suas características, é utilizada com apoio fixo.

O interesse pela Lua surgiu da curiosidade e do desafio técnico. Antes de adquirir a lente atual, Marcus tentou registrar o satélite com outros equipamentos, mas os resultados eram limitados. Após pesquisar avaliações e alternativas no mercado, optou pela lente Sigma, escolhida principalmente para fotografia lunar.

Equipamento fotográfico posicionado na janela para capturar registros, com uso de tripé e disparador remoto.

“Desde que comprei essa teleobjetiva, há cerca de dois anos, estou sempre observando o céu em busca da Lua e de sua posição. O problema é que em grande parte das noites o céu fica encoberto”, explica.

Além dos registros lunares, o fotógrafo também utiliza o equipamento para capturar imagens de longa distância. Um exemplo são fotografias das torres do Morro da Turquia, feitas a partir de sua residência, a cerca de 5,5 quilômetros do local, mantendo boa qualidade de imagem.

Imagem das torres do Morro da Turquia feita a aproximadamente 5,5 quilômetros, com uso de lente teleobjetiva

Marcus afirma que compartilha algumas das fotos com amigos e em suas redes sociais por considerar importante dividir os registros, mas destaca que o principal objetivo é pessoal e ligado à admiração pelo céu e pela fotografia.

Mesmo preferindo estar atrás das câmeras, ele segue atento às condições climáticas e às fases da Lua, buscando novas oportunidades para realizar registros que evidenciem detalhes pouco perceptíveis a olho nu.

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