Saúde

Mobilização do Estado visa evitar greve na saúde

O governo do Estado apresentou, no dia 22 de outubro, nova proposta ao Sindicato dos Trabalhadores na Saúde de Santa Catarina (Sindsaúde), a fim de que a categoria não entre em greve e mantenha a prestação de serviços à população catarinense. No documento, entregue ao presidente do Sindsaúde, Pedro Paulo Chagas, o governo de Santa Catarina reitera que seguirá ampliando os serviços.

1 de junho de 2015

O governo do Estado apresentou, na tarde de segunda-feira, dia 22 de outubro, nova proposta ao Sindicato dos Trabalhadores na Saúde de Santa Catarina (Sindsaúde), a fim de que a categoria não entre em greve e mantenha a prestação de serviços à população catarinense.
No documento, entregue ao presidente do Sindsaúde, Pedro Paulo Chagas, o governo de Santa Catarina reitera que seguirá ampliando os serviços e melhorando o atendimento à população por meio de contratação e qualificação de pessoal, assim como garantindo o adequado suprimento de materiais e medicamentos.
Exemplo disso foi a contratação, nas duas últimas semanas, de 611 servidores para o Hospital Regional de São José. Com a medida, a instituição abrirá 41 novos leitos, 18 dos quais são de UTI.
Na proposta, o secretário de Estado da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, ratifica ainda a garantia de suspensão de qualquer medida que implique em redução na folha de pagamento dos servidores. Significa, de acordo com o secretário, que as horas-plantão (HP) serão mantidas para os servidores da saúde enquanto as negociações perdurarem, sem prazo pré-determinado.
A fim de que o atual regime de hora-plantão seja melhorado, a Secretaria de Estado da Saúde propõe ainda que se iniciem novos estudos, em conjunto com o sindicato da categoria. Dessa forma, o governo visa garantir estabilidade financeira aos servidores. “O governo quer dar mais segurança aos trabalhadores que fazem hora-plantão”, explica Oliveira.
Dados da Secretaria de Estado da Administração demonstram que, de janeiro de 2011 até outubro de2012, afolha de pagamento da Secretaria da Saúde teve um incremento de 22,25%, passando de R$ 58,6 milhões para R$ 71,7 milhões. O aumento, explica o secretário da Saúde, é resultado da incorporação de abono salarial, de 16,76%, em julho de 2011, com reflexo em hora-plantão, hora sobreaviso e triênios, concessão de reajuste de 8% entre janeiro e maio de 2012, reajuste de 100% do vale alimentação e progressão funcional. Os servidores estaduais da Saúde, cabe ressaltar, são os únicos do Executivo que têm concedidas progressões funcionais.
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde

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