Política

Merísio aborda o futuro de Santa Catarina em palestra

Presidente da Alesc falou sobre a economia catarinense na Câmara de Gaspar

13 de agosto de 2015

Em meio à crise política com reflexos na economia brasileira, o Estado de Santa Catarina projeta um crescimento de 1,5% do PIB em 2015. O governo catarinense é um dos poucos que mantém suas contas em dia, junto com o Estado da Bahia. Quais as razões desta estabilidade? O que deve ser feito para que o desenvolvimento econômico continue? Esses foram alguns dos pontos que o presidente da Assembleia Legislativa (Alesc), deputado Gelson Merísio (PSD), abordou em palestra proferida na noite de quarta-feira (12), na Câmara de Vereadores de Gaspar.

O evento contou com a presença de autoridades como o prefeito Celso Zuchi (PT), os deputados estaduais Jean Kuhlmann (PSD) e Ismael dos Santos (PSD), o secretário de Estado da Fazenda Antônio Gavazzoni, além de vereadores e de outras lideranças políticas e empresariais da cidade.

Presidente da Alesc pela terceira vez, Merísio atribui as características econômicas do Estado e as atitudes tomadas pelo governo como razões para o fato de Santa Catarina não ter sido atingida de maneira mais contundente pela crise.

“As mudanças no câmbio favoreceram alguns setores, como o madeireiro, que ganhou força nas exportações. O turismo também foi bastante impulsionado. Antes, era mais barato viajar para Miami que para dentro do país. Hoje a situação se inverteu e as nossas belas praias são um destino de turistas brasileiros e estrangeiros. Nossa arrecadação, no primeiro semestre, foi acima da inflação e o segundo semestre deve continuar em alta”, comentou o palestrante.

Merísio destaca ainda, o controle dos gastos públicos. Ele cita o caso das aposentadorias, que gerou problemas nas contas de estados como o Rio Grande do Sul. “Alteramos o regime das aposentadorias públicas para novos servidores há seis anos. Ainda temos um déficit de R$ 2,8 bilhões, mais ou menos o que investimos na saúde. Alguns pontos são questões federais, não podemos mudar sozinho, mas é um debate que precisaremos fazer”, argumenta.

Fonte: Jornal Metas

Crise e eleições


Presidente estadual do PSD, o deputado e presidente da Assembleia, acredita que a crise política que o país vive hoje deve afetar as eleições do próximo ano. Para ele, com o atual cenário o eleitor será mais exigente e fará uma análise mais criteriosa na hora de votar, abrindo espaço para algumas surpresas. “Alguns candidatos que começarem a eleição com 3% ou 4% poderão surpreender e vencer o pleito municipal, porém, só fazer grandes alianças não será suficiente. O jogo estará bastante aberto”, afirma Merísio, que admite que as disputas entre PSD e PMDB, em 2016, devem influenciar o cenário para 2018.

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