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Meio ano de crescimento no exterior

Pomerodense relata experiência adquirida após seis meses de intercâmbio na Universidade do Porto, em Portugal. O intercâmbio do acadêmico, por sua vez, foi mediado pelo Banco Santander, através do Programa de Bolsas Ibero-americano, promovido pela instituição

21 de fevereiro de 2019

Seis meses de aprendizados. Com estas poucas palavras é possível definir um pouco do que foi a estadia do pomerodense Dagwin Wachholz na Europa, enquanto fazia um intercâmbio acadêmico, conquistado por meio da parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde cursa Bacharelado em Química, e a Universidade do Porto, em Portugal. O intercâmbio do acadêmico, por sua vez, foi mediado pelo Banco Santander, através do Programa de Bolsas Ibero-americano, promovido pela instituição. 

Wachholz retornou ao Brasil no dia 13 de fevereiro, após concluir o período de seis meses de intercâmbio. “Estudar na melhor universidade de Portugal, em Química, permitiu que eu pudesse aprender inúmeras outras coisas novas. Nesse intercâmbio, concluí quatro cadeiras que não havia tido a oportunidade de frequentar no Brasil, entre elas, Química Nuclear e Nanotecnologia, que são essenciais para os novos avanços da química e são de extrema importância para um bom profissional nessa área”, destaca o acadêmico, que também afirma a importância da troca de cultura propiciada pelo intercâmbio. 

“O conhecimento que adquiri na Universidade e o aprendizado de morar em outro país, juntamente com conhecer outros tantos, foram cruciais para um aprimoramento pessoal enorme. Hoje, posso dizer que a experiência do intercâmbio, para mim, foi essencial e um dos grandes diferenciais na minha formação profissional, visto tudo o que aprendi nesse período”, ressalta.

Estando em um país diferente, sempre surgem os contrastes entre as culturas. O estudante relata que, por incrível que pareça, a principal foi o idioma, pois são mudanças enormes com relação ao vocabulários e à gramática. Já na universidade, segundo Wachholz, o método de ensino também é um pouco diferente do brasileiro, no qual, os professores prezam muito mais por um aprendizado individual e direcionado pelo aluno, que deve estudar sozinho para assimilar o todo o assunto, diferente do que ocorre no Brasil. 

Durante os seis meses de intercâmbio, Wachholz também teve a oportunidade de conhecer 62 cidades em 29 países. “Foram lugares muito diferentes, com culturas ainda mais diversas, mas cada um teve seu ponto fundamental e inesquecível. Tudo o que pude vivenciar e descobrir, e toda a bagagem cultural, não cabem em folhas de papel ou fotografias, mas sim, mudaram minha forma de enxergar o mundo e suas diferenças. Essa oportunidade foi, com certeza, única e sou muito grato por ter conhecido tantos lugares maravilhosos”, pondera. 

Seus estudos na UFSC já estão concluídos, inclusive, já estavam antes de sair para o intercâmbio. Sua formatura em Química Bacharelado será no próximo dia 14 e após isso, continuará alguns estudos para, logo em seguida, realizar o mestrado, que provavelmente cursará, também, na Europa. “A oportunidade de estudar fora do país abre muitas portas e, principalmente, muda o pensamento crítico de alguém, sendo esse quase sempre levado a voltar para estudar ou trabalhar”, reforça o estudante.

Por fim, Wachholz agradece a todos que, de alguma forma, estiveram envolvidos nesse período de intercâmbio. “Aos meus pais e minha família por todo o apoio, ao Banco Santander pela bolsa de estudos, à Universidade do Porto e à UFSC, pela mobilidade, e a todos os amigos que fiz lá, por fazerem dessa experiência a melhor fase da minha vida”, finaliza.

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