Saúde

Máscaras lúdicas ajudam pacientes pediátricos da Radioterapia do Hospital Santo Antônio

Antes de iniciar o tratamento, os profissionais conversam com o paciente e descobrem qual o seu personagem favorito.

17 de fevereiro de 2021

Se para um adulto, fazer uma sessão de radioterapia, do qual você precisa ficar por pelo menos 15 minutos sem se mexer, já é difícil, imagina para uma criança. Durante a realização das sessões de radioterapia, é obrigatório o uso da máscara para tratar os tumores de cabeça e pescoço, face ou sistema nervoso central. Seu material é de plástico sensível ao calor e vem em forma sólida e plana, quando colocada na água quente, o plástico se torna mole e flexível. Neste momento, com a temperatura adequada, ela é moldada ao rosto do paciente, que utiliza a máscara até o final do tratamento. Cada máscara é única e exclusiva para o paciente. 

Quando o paciente está deitado, a máscara é colocada e presa na mesa durante a sessão de radioterapia e impede o movimento da cabeça do paciente. Pensando em proporcionar mais humanização e transformar o momento em algo mais leve, o técnico em radiologia Lucas Agostinho Beckhauser, que já tinha visto a customização em outros serviços, trouxe a ideia para o setor de radioterapia. Com a ajuda de seu amigo Anderson Marqueti, transformaram uma máscara branca em uma máscara do Capitão América. com isso, abraçando a causa e incentivando os outros profissionais.

 

Foto: Divulgação Hospital Santo Antônio

“Quando se trata de pacientes pediátricos, a radioterapia se torna ainda mais delicada, pois quando a criança não consegue ficar na mesa sozinha, necessitamos usar anestesias e sedações. Por isso as máscaras vem para ajudar nesse compromisso. Entramos no mundo da imaginação com as crianças. Já na primeira consulta, onde é feita a moldagem da máscara no rosto do paciente, os colaboradores conversam e distraem as crianças, transformando em uma brincadeira, perguntam qual o personagem favorito, seu super herói, e o que a sala lembra para ela. A Mariah, por exemplo, paciente de 6 anos, na primeira consulta já nos falou que Frozen era seu desenho favorito, e juntos imaginamos esse mundo. Quando ela recebeu a máscara da Elsa, ela já se empolgou, a nossa sala já fica um pouco mais gelada, e ela entrou na brincadeira, falando que era o mundo da Frozen”, relata Dra. Vanessa Oliveira, médica radioncologista.

Hoje, as máscaras são confeccionadas pelas técnicas de radiologia, e aos poucos os armários estão ganhando espaço para os personagens, além da Elsa, um unicórnio e o capitão América decoram esse ambiente, esperando seus pequenos pacientes.
 

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