Saúde

JP Saúde: A saúde da mulher

Rodrigo Tavares Rodrigues, bioquímico do Laboratório Sandrini, traz alguns conhecimentos fundamentais sobre o assunto.

17 de outubro de 2021

No Brasil, as mulheres formam a maioria: elas são 51,7% da população brasileira. Mesmo assim, a preocupação com certos temas referentes a elas ainda é recente. O cuidado com a saúde da mulher, por exemplo, tem pouco mais de 3 décadas, em relação às políticas e aos protocolos.

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De qualquer forma, é indispensável ter máximo cuidado com esse aspecto. Mesmo com um cotidiano mais atribulado, dar atenção ao seu bem-estar e à qualidade de vida faz toda a diferença. 

Rodrigo Tavares Rodrigues, bioquímico do Laboratório Sandrini, traz alguns conhecimentos fundamentais sobre o assunto:

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Os 7 principais cuidados para a saúde da mulher

Cada mulher tem necessidades específicas quanto à atenção com a saúde e o bem-estar. No entanto, algumas recomendações gerais são importantes para melhorar a qualidade de vida e aumentar a segurança. Na sequência, confira quais são 7 cuidados especiais referentes à saúde da mulher.

1. Tenha uma alimentação saudável: embora seja uma recomendação universal, a alimentação saudável é parte fundamental da saúde feminina. Como as mulheres têm maior tendência para acumular gordura em certas partes do corpo, o cuidado com o cardápio diário faz a diferença para controlar níveis relevantes — como os números referentes ao colesterol. Não se trata de fazer dietas restritivas e, sim, de garantir uma nutrição adequada.

2. Pratique atividades físicas: também é importante cuidar do seu bem-estar físico. Por isso, praticar atividades e exercícios é uma excelente medida. Não é preciso viver na academia, mas a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é praticar 30 minutos diários de atividade moderada, por 5 vezes na semana. Dessa maneira, você foge do sedentarismo e deixa o corpo mais saudável.

3. Realize exames periodicamente: fazer um check-up é indispensável para diagnosticar doenças de forma precoce e receber as orientações corretas. Ao menos uma vez por ano, é preciso realizar exames importantes, como a mamografia ou o papanicolau. A frequência pode ser menor, dependendo da idade, do histórico familiar e de outros fatores de risco. Converse com o profissional!

4. Visite o médico com frequência: as visitas ao médico especializado na saúde da mulher não devem acontecer apenas para a realização de exames. Se notar qualquer sintoma ou desconforto, é preciso procurar um especialista para receber o diagnóstico e o tratamento adequado. Também é importante conversar com especialistas para definir métodos de contracepção ou tirar dúvidas sobre o próprio corpo, por exemplo.

5. Dê atenção à saúde mental: a saúde da mulher não é representada apenas pela parte física. Também é necessário cuidar da saúde mental, especialmente diante de problemas psicológicos. Quadros como depressão, ansiedade e estresse têm que ser tratados corretamente para garantir bem-estar no cotidiano.

6. Cuide da higiene íntima: dar atenção à sua região íntima é indispensável para evitar infecções comuns, como a candidíase. É crucial usar apenas produtos recomendados para a área (e pelo médico), além de evitar uma limpeza agressiva. Também é importante ter cuidado com alguns hábitos, como não usar roupas muito apertadas, não ficar com a roupa íntima ou biquíni molhado um longo tempo e não compartilhar certos objetos pessoais.

7. Previna-se contra doenças: para mulheres com vida sexual ativa, é essencial eleger corretamente métodos de prevenção de doenças e de contracepção. O uso de preservativo ainda é o método mais eficaz para prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Também é indispensável ter atenção aos relacionamentos e fazer testes frequentes quanto a essas doenças.

 

Conhecer o próprio corpo

Uma parte essencial para cuidar da saúde da mulher é conhecer o próprio corpo. Dar atenção para si, com um cuidado especial, faz toda a diferença para ter mais bem-estar e resultados melhores.

Ficar de olho no organismo permite identificar sinais que devem receber a atenção de um médico — por menores que sejam. Se você controla sua menstruação e sabe que ela está atrasada de uma forma atípica, pode marcar uma consulta com o ginecologista para ver se está tudo bem.

Com o autoexame de mama, por exemplo, é possível identificar algum carocinho ou protuberância entre uma mamografia e outra. Avaliar sintomas diversos, como dores de cabeça, mudanças de humor ou flutuações no peso, é igualmente importante. Tudo isso permite que você busque ajuda de forma antecipada. Se houver alguma doença, o diagnóstico será precoce e as chances de cura serão maiores.

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