Especiais

Italiana e ugandesa em solo pomerodense: vivendo novas experiências

Intercambistas europeia e africana estão na Cidade Mais Alemã do Brasil em busca de novas vivências

30 de março de 2024

Foto: Raphael Carrasco / JP

Deixar o seu próprio país em busca de novas experiências e conhecimento é um grande desafio, ainda mais quando se trata de uma vivência em meio a uma cultura completamente diferente da qual está acostumado.

Mas para as intercambistas Alice Signoni, da Itália, e Daniella Murungi, de Uganda, que escolheram vir para Pomerode para um intercâmbio, esta é a chance de acumular ainda mais vivências e conhecer mais a fundo a cultura da nossa cidade e do nosso País.

Alice é estudante da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Doutor e está há cinco meses no Brasil. Ela ficou por quatro meses em Jaraguá do Sul e então veio para Pomerode. Para a italiana, a experiência está sendo muito positiva.

“Ainda tenho muito a visitar aqui, mas estou gostando muito da cidade e acho as pessoas muito carinhosas. Aqui parece a Europa, em algumas coisas, mas às vezes é bem diferente, a cultura é diferente e isso é muito bom, pois eu vim para o Brasil para conhecer uma cultura nova. Realmente, estou gostando muito”, afirma Alice.

Daniella também atravessou o Oceano Atlântico e chegou em Pomerode no início do mês de fevereiro. Ela está na 2ª série do EM do Colégio Doutor. “Ainda não pude conhecer muito, pois não consegui visitar e ver muitos lugares. Mas estou adorando o ambiente e a forma como as pessoas são gentis. Também é muito confortável aqui. Meu país é tão ocupado com prédios e outras construções, mas Pomerode é bem calma, todos são muito gentis e está sendo realmente muito legal”, disse.

 

O desafio de aprender um novo idioma

Para Alice, que já está no Brasil há mais tempo, o português já faz parte da sua rotina, uma vez que a intercambista aprendeu a se comunicar bem em nosso idioma. “Comecei a falar o português aqui, não sabia falar praticamente nada, apenas o básico. Com a família e na escola fui aprendendo mais, principalmente na escola, e por eu ser italiana, ajuda o fato de também ser uma língua latina”, explicou.

Além disso, ela comentou sobre a chance de ter contato com o idioma alemão, graças à herança cultural dos imigrantes que povoaram Pomerode. “Minha mãe fala alemão e minha avó era alemã. Eu infelizmente não aprendi, mas é interessante ter contato com o idioma, aqui. E essa é uma semelhança com o local onde eu moro, pois somos da região nordeste da Itália, próximo da Eslovênia e da Áustria, por isso tem muitos traços de outras culturas e idiomas na minha região”, contou Alice.

A intercambista vinda de Uganda, pelo pouco tempo em solo brasileiro ainda não aprendeu muito do português e se comunica principalmente em inglês, que é o idioma mais utilizado em Uganda. “Em Uganda temos muitos idiomas, temos tribos e cada uma tem uma língua, mas é o inglês o mais usado, pois os colonizadores eram britânicos e eles trouxeram o idioma. Com o português estou tendo mais contato nas aulas e não acho que é difícil aprender, só não tive muito contato, ainda”, comentou Daniella.

Ela também contou um pouco sobre sua rotina em Uganda e revelou um de seus hobbys em seu país. “Minha rotina, em um dia de escola, eu acordo, tomo banho, não tomo café em casa, mas sim no carro, no caminho para a escola. A aula começa 8h30. Tenho aula até o meio dia, depois uma pausa para o almoço e a aula segue até as 15h. Além disso, eu faço aulas de dança, pratico afrobeat, um tipo de dança de origem africana”, conta.

 

As expectativas para o intercâmbio

Daniella comentou que deve ficar no Brasil até o fim de deste ano, mas talvez com diferentes famílias hospedeiras. Mesmo assim, espera poder fazer tudo o que planejou fazer, ao decidir se aventurar em um intercâmbio. “Eu espero poder visitar muitos lugares, experimentar comidas, fazer amigos. Meu desejo é experimentar coisas, pois é para isso que estou aqui, assim como para aprender português”, frisou.

Alice também tem o objetivo de experimentar coisas novas, mas não veio com uma expectativa específica para o Brasil, e sentiu-se pronta para conhecer e vivenciar o que viesse.

“Gosto muito das pessoas do Brasil e da cidade, também. Não tinha uma expectativa específica ao vir para cá, pois realmente não conhecia muito e não sabia o que esperar. O que me surpreendeu mais foi perceber que as pessoas são muito receptivas, querem acolher bem os estrangeiros. Aqui no Sul do Brasil percebi que há coisas bem parecidas com a Europa, mas acho que há muitas comidas, lugares e arquitetura bem diferentes. E espero poder experimentar comidas típicas daqui, antes do fim do meu intercâmbio”, comenta a italiana. Alice deve ficar no Brasil até o fim do mês de junho.

Notícias relacionadas