Inédito foco de dengue, em Pomerode, preocupa Secretaria de Saúde
Por acumular água, bromélias são potenciais criadouros do mosquito Aedes Aegypti.
Foto: Envato Elements
A cidade mais alemã do Brasil encerrou o ano passado com 53 focos do mosquito Aedes Aegypti, maior dado registrado nos últimos anos. Isso porque, 2019, o município teve apenas um foco. Já no ano seguinte, foram 11 e, em 2021, 16 focos.
O por conta disso, a Prefeitura de Pomerode, através da Secretaria de Saúde, faz um alerta À população para que, novamente, se previna contra a proliferação do mosquito da dengue.
Em 2023, já foram contabilizados três focos, sendo dois deles confirmados em bromélias, algo inédito em nossa cidade.
“Essa planta é muito comum, mas para que ela se desenvolva, é preciso que tenha água no seu interior, o que acaba se tornando um risco para as pessoas”, ressalta a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Simone Isabel Steffens da Silva.
Devido a esse acúmulo de água e possível proliferação do mosquito, o decreto nº 1897, de 04 de maio de 2022, estabelece que a comercialização de espécies que possuam tanques naturais que acumulem água (família das Bromeliáceas) deve ser evitadas, exceto algumas espécies com características próprias de não acumulador de água.

Foto: Envato Elements
Em Santa Catarina, diversos focos do Aedes aegypti já foram encontrados nessa planta, por isso, o cultivo em área urbana deve ser evitado.
Mas a prevenção vai além da atenção com as bromélias. Simone ressalta os cuidados repassados todos os anos, como evitar água parada e manter tampados possíveis locais de proliferação do mosquito da dengue.
Confira as orientações da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) contra a dengue, no manual abaixo:
