HMRT solicita apoio ao Executivo e Legislativo pomerodense
Diretoria da entidade falou sobre momento financeiro instável, o não recebimento de repasses prometidos e possíveis
medidas de redução de gastos, além de outras dificuldades
A diretoria do Hospital e Maternidade Rio do Testo se reuniu com representantes do Executivo e Legislativo na segunda e terça-feira, 24 e 25 de agosto, para repassar informações sobre a atual situação financeira do hospital que, caso não obtenha melhora, pode resultar em medidas drásticas de redução de gastos.
Em reunião com o chefe do Executivo, Rolf Nicolodelli, a diretoria do HMRT pediu apoio para a liberação da sobra de dotação orçamentária para pagamento do décimo terceiro dos funcionários, subvenção adicional de emergência e mobilização do prefeito em Brasília para disponibilização de recursos da Contratualização do SUS.
Já na Câmara de Vereadores, a diretoria esteve reunida com o presidente da Câmara Amarildo da Silva e os vereadores Wolfgang Schummann, Marcos Dallmann, Nelson Fischer e Zauri Martins do Nascimento, onde explanou a situação da entidade frente às necessidades que enfrenta nos últimos meses, além de enaltecer que os recursos repassados pela Câmara de Vereadores estão sendo bem investidos, mas que existem outras despesas financeiras que precisam ser sanadas.
“Queremos mostrar a gravidade financeira que a nossa instituição está passando. Nós tínhamos um repasse do Governo Federal prometido para o mês de abril e até o momento não recebemos nada. Se não conseguirmos este valor, seremos obrigados a cortar custos. Em gastos mensais, no último mês foram R$ 55.400 com o Pronto Atendimento, sendo R$ 17 mil a mais do que prevíamos. Foram 3.300 pessoas atendidas e destas muitas acabam utilizando o P. A. de forma incorreta, pois a procura nem sempre é uma questão emergencial e poderia ser resolvida nos Postos de Saúde da cidade”, explicou o diretor executivo da instituição, Rolf Kühn.
De acordo com o diretor executivo, diante do cenário econômico que atinge o País, a entidade também sentiu reflexos muito fortes, em decorrência do aumento exagerado da energia, gêneros alimentícios, medicamentos, material de higiene e limpeza, entre outros, o que resultou em corte de diversos gastos para conseguir manter o atendimento de qualidade à população.
No entanto, ainda de acordo com Rolf, o plano de redução de custos é muito mais abrangente, tanto que foram cancelados contratos de prestação de serviços e também renegociados alguns serviços médicos. Entre as maiores dificuldades de manter os serviços oferecidos, está a falta de repasse do Ministério da Saúde pelo contrato do SUS a título de IAC – Federal (Incentivo Anual de Contratualização) no valor de R$ 51,9 mil / mês. Os valores não foram repassados desde abril de 2014 e já somam R$ 830 mil.
Além do atraso no repasse federal, Rolf Kühn falou sobre recursos das emendas parlamentares que foram prometidas pelo deputado federal, Marco Tebaldi, no valor de R$ 200 mil, pelo senador Paulo Bauer no valor de R$ 250 mil e R$ 560 mil para o Centro Cirúrgico prometido pelo secretário de Estado da Saúde, João Paulo Kleinubing, que até então não foram recebidos. Além da demora no repasse de recursos estaduais inerentes aos serviços de cirurgias de mutirão, mamografia e cirurgias oftalmológicas, o que inviabiliza qualquer sustentação do fluxo de caixa.
“Se não conseguirmos o apoio do Poder Executivo e Legislativo, o hospital terá que tomar algumas medidas duras para adequar-se a realidade e com certeza iremos suspender alguns serviços hoje realizados. Será lamentável termos que reavaliar a manutenção do serviço dos médicos internistas, cirurgias urológicas e do serviço de pediatria, onde teremos que fechar inclusive a maternidade e o setor de internação pediátrica, por que não teremos médicos que irão trabalhar conosco se não conseguirmos honrar os nossos compromissos”, disse o diretor executivo.
Durante o encontro, o Prefeito Rolf Nicolodelli também comentou sobre o cenário econômico e as reduções que estão sendo feitas na administração municipal, inclusive com a redução dos salários do prefeito, vice-prefeito, secretários e comissionados. Além disso, Nicolodelli se colocou à disposição da diretoria do hospital para auxiliar na busca por recursos na esfera federal/estadual.
O presidente da Câmara e os demais vereadores presentes informaram que tomarão providências cobrando dos deputados estaduais e federais os recursos necessários para o Hospital. “Estaremos intervindo e pressionando para que este problema seja resolvido o mais breve possível. O nosso dever é fiscalizar e verificar que os órgãos competentes como Município, Estado e Federação repassem os recursos financeiros necessários para a garantia da saúde da população. O hospital pode contar com o nosso apoio, na medida em que a Câmara puder ajudar”, frisou o presidente Amarildo da Silva.