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Hantavirose: entenda por que não há motivo para pânico em SC

Estado mantém vigilância ativa; único caso recente foi registrado em fevereiro e paciente se recuperou completamente

13 de maio de 2026

Foto: Imagem Ilustrativa/Envato Elements

A hantavirose, doença já conhecida pelas autoridades de saúde, segue sendo monitorada de forma constante em Santa Catarina. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), não há cenário de emergência sanitária nem motivo para pânico entre a população.

O registro mais recente no estado ocorreu em fevereiro de 2026, no município de Seara, no Oeste catarinense. A paciente, moradora da área rural, permaneceu internada por 16 dias, apresentou boa evolução clínica e recebeu alta hospitalar no mês seguinte.

A Secretaria reforça que Santa Catarina mantém vigilância ativa para a doença, com protocolos bem definidos para investigação, diagnóstico e acompanhamento de casos suspeitos. A recente repercussão sobre o tema se deve à ampla divulgação de ocorrências em um navio de cruzeiro, o que gerou atenção em nível nacional e internacional.

Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), a linhagem do vírus envolvida nesse surto é diferente da identificada no estado. A variante registrada no navio possui característica de transmissão entre pessoas, o que não ocorre com a linhagem circulante em Santa Catarina.

No estado, a forma de transmissão está associada ao contato com secreções e excretas de roedores silvestres infectados. Em 2026, até o momento, há apenas um caso confirmado.

Entre 2020 e 2026, Santa Catarina contabilizou 92 casos de hantavirose. Em 2023 foram 26 registros; em 2024, 11; e, em 2025, 15 casos confirmados. Os números seguem dentro do padrão epidemiológico historicamente observado.

A hantavirose é uma doença infecciosa aguda causada por vírus do gênero Orthohantavirus. A infecção ocorre, principalmente, pela inalação de partículas virais presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres. Não há transmissão entre pessoas nas cepas circulantes no Brasil.

De acordo com o infectologista Fábio Gaudenzi, superintendente de Vigilância em Saúde estadual, os casos costumam ocorrer em áreas rurais e ambientes fechados por longos períodos.

“Os casos costumam ocorrer em galpões, depósitos, paióis, lavouras e locais com acúmulo de sujeira e presença de fezes de ratos silvestres. Trabalhadores rurais e pessoas que realizam limpeza desses ambientes estão entre os mais suscetíveis”, explica.

Os principais sintomas incluem febre, dor no corpo, dor de cabeça, mal-estar, náuseas e dificuldade respiratória. Em situações mais graves, pode haver comprometimento pulmonar significativo. A orientação é que pessoas com sintomas após exposição a ambientes de risco procurem atendimento médico imediatamente e informem o histórico de contato.

A DIVE ressalta ainda que a hantavirose apresenta baixa incidência quando comparada a outras doenças respiratórias e infecciosas monitoradas no estado. As equipes de vigilância seguem atuando com monitoramento contínuo, investigação epidemiológica e orientação técnica aos serviços de saúde.

A recomendação das autoridades é que a população mantenha suas atividades normalmente, adotando apenas os cuidados preventivos necessários. A disseminação de informações corretas é considerada essencial para evitar desinformação e alarmismo.

Medidas preventivas contra a hantavirose:

  • Evitar contato com locais com sinais de roedores;
  • Manter ambientes limpos e ventilados;
  • Evitar o acúmulo de lixo e restos de alimentos;
  • Armazenar grãos e rações em recipientes fechados;
  • Antes de limpar locais fechados por muito tempo, abrir portas e janelas por pelo menos 30 minutos;
  • Não varrer fezes ou urina de roedores a seco;
  • Utilizar água sanitária diluída para umedecer o local antes da limpeza;
  • Usar equipamentos de proteção, como luvas e máscaras, em ambientes com risco de contaminação.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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