Hanseníase: uma doença silenciosa e perigosa
A Hanseníase é a doença da qual se tem as mais antigas notícias na História.
A Hanseníase é a doença da qual se tem as mais antigas notícias na História. É uma doença infecto-contagiosa causada pelo Mycobacterium leprae. Bacilo este que atinge a pele e os nervos e causa sérias incapacidades físicas e sociais,quando diagnosticado e tratado tardeamente. Quase todo o corpo pode ser acometido, mas as regiões mais afetadas são as extremidades (braços, mãos, coxas, pernas, pés) e a face. Quando não tratada, a doença pode causar deformidades que incapacitam o indivíduo para o trabalho e socialmente.
O contágio dá-se através de indivíduos sadios e casos contagiantes da doença sem tratamento, após contato prolongado. A transmissão se faz por via respiratória, pelas secreções nasais ou pela saliva. Os primeiros sintomas podem levar de 2 a 10 anos para aparecerem.
Estudos mostram que boa parte da população é resistente à doença, entretanto, pode-se garantir que a doença encontra-se em expansão quando muitas pessoas são atingidas, em especial as crianças, e quando aparecem doentes com incapacidades físicas no momento do diagnóstico.
O tratamento é feito com medicação que deve ser tomada por via oral (comprimidos) diariamente, e dura de seis meses a um ano, dependendo do tipo de Hanseníase (Paucibacilar ou Multibacilar), após este período, o paciente é considerado curado, contanto que tenha feito o tratamento de forma adequada.
A medicação é fornecida pelo Ministério da Saúde e é encontrada nos Postos de Saúde da rede básica, não havendo necessidade de especialistas ou equipamentos sofisticados para o desenvolvimento das atividades de controle da doença.
O Brasil é incluído na posição de país endêmico, com 37.610 casos novos diagnosticados no ano de 2010, com taxa de detecção de 18,2 por 100 mil habitantes. Santa Catarina em 2011 diagnosticou 205 casos novos. É um Estado com baixa endemia, apresentando taxa de detecção de 3,4 por 100 mil habitantes.
“Em Pomerode identificamos um caso em 2010 e outro em 2011, ambos permanecem em tratamento”, explica Simone da Silva, responsável pelo setor de Epidemiologia da Secretaria de Saúde de Pomerode.
A expectativa de alcançar o controle definitivo da Hanseníase depende de todos, reafirma ela. “Do poder público, gestores, profissionais de saúde e sociedade em geral envolvidos na busca ativa de portadores e seus contatos; com a garantia de acesso ao diagnóstico e tratamento adequado; priorizando ações de monitoramento, capacitação e divulgação de informações apropriadas à população”, finaliza.