Há mais de 20 anos servindo bem as pessoas
Garçom pomerodense conta sobre sua jornada na profissão e experiência em quase 15 anos trabalhando no Festival Gastronômico.
Foto: Isadora Brehmer / JP
Ter amor pela profissão em que atua há mais de 20 anos. Aos 63 anos, o pomerodense Sigmund Ott, também conhecido por Zico, trabalha como garçom há cerca de duas décadas e não pensa em largar o serviço, tão cedo.
Hoje, além de trabalhar como garçom, Zico tem uma equipe que atende eventos na cidade, dentre eles, o Festival Gastronômico, onde já atua por cerca de 14 anos.
Mas antes de falarmos sobre o presente, vamos relembrar o seu passado, onde tudo começou. Sigmund começou sua carreira de garçom após uma indicação de trabalho de Rejane Lemke, que o encaminhou ao Clube Botafogo. Antes disso, ele trabalhou como caminhoneiro por 13 anos. A transição para a nova profissão foi marcada pelo aprendizado contínuo e em conhecer novas pessoas, fazendo amizades com proprietários e diretorias de outros clubes da cidade.
Ao longo de sua carreira, Sigmund passou por vários estabelecimentos comerciaias. Ele trabalhou quatro anos no Wunderwald, um restaurante conhecido pela culinária alemã. Depois, atuou quase um ano no No Jardim. Posteriormente, ele se mudou para o bistrô do Bem-te-Vi. De novembro até julho, ele trabalhou no Colônia Germânica. Atualmente, retornou ao Restaurante Wunderwald.
“Eu gosto de manter amizade com todos com que trabalho, pois sempre pode ter uma porta aberta para você. Então, tenho uma boa relação com os proprietários dos lugares que já atuei. Isso também é uma forma de respeito que vai além do profissional”, relata.
Atualmente, Sigmund tem uma equipe de 40 pessoas cadastradas e gerencia de quatro a cinco eventos por fim de semana. Ele atende uma variedade de eventos, incluindo casamentos, bailes, eventos da prefeitura. Sua equipe já chegou a trabalhar por cerca de cinco anos na Festa Pomerana e há cerca de sete, está no Festival Gastronômico de Pomerode. No Festival, Zico atua como garçom há quase 14 anos. E, agora, juntamente com sua equipe, continua realizando o serviço, no evento pomerodense.
A habilidade de falar alemão é uma das características que diferencia Sigmund e sua equipe. Em muitos dos clubes onde trabalha, a demanda por garçons que falam alemão é alta devido à presença de frequentadores idosos que se comunicam melhor nesse idioma.
“A maioria desses clubes gostam de pegar garçons que falam alemão, por causa de algumas pessoas de idade, que as vezes, não sabem falar muito bem o português. Então, tenho algumas pessoas na equipe que sabem falar o idioma. Mas é claro, que também tenho outros parceiros que são de fora e atuam super bem, também. Você vê que, quando a pessoa quer trabalhar com isso, a gente abre as oportunidades, assim como abriram as portas para mim, há anos”, conta.

Sigmund em atendimento durante o 18º Festival Gastronômico. (Foto: Isadora Brehmer / JP)
Apesar dos desafios que a profissão apresenta, como lidar com clientes mal-educados, Sigmund mantém uma atitude positiva. Ele acredita que é essencial tratar todos os clientes com respeito e profissionalismo, independentemente de sua atitude. Na maioria das vezes, ele encontra pessoas boas e agradecidas pelo serviço que ele e sua equipe oferecem.
Uma das situações mais inusitadas que Sigmund vivenciou ocorreu no Festival Gastronômico. Um homem pediu o vinho mais caro da carta e, ao final da refeição, deixou uma generosa gorjeta. Sigmund tentou recusar, mas o cliente insistiu. Esse gesto inesperado é um dos muitos momentos que marcaram sua longa carreira.
Aos 63 anos, ele não pensa em se aposentar. Seu amor pelo trabalho e pelo atendimento às pessoas o mantém ativo e motivado.
“Já passei dos 60 e não consigo ficar parado em casa, gosto muito do que eu faço. Já poderia ter me aposentado, mas, realmente, não tomarei essa decisão ainda. Irei dar prosseguimento por muitos anos, no serviço”.
