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Greve dos servidores da Saúde ainda não tem data para acabar

A greve dos servidores da Saúde em Santa Catarina segue por tempo indeterminado. De acordo com Cláusio Vitorino, diretor de imprensa do SindSaúde, não há nenhuma reunião marcada com o governo para fazer as negociações. “Até segunda ordem a greve vai continuar. O governo até agora não fez nenhuma proposta para o sindicato”, afirma.

8 de novembro de 2012

A greve dos servidores da Saúde em Santa Catarina segue por tempo indeterminado. De acordo com Cláusio Vitorino, diretor de imprensa do SindSaúde, não há nenhuma reunião marcada com o governo para fazer as negociações. “Até segunda ordem a greve vai continuar. O governo até agora não fez nenhuma proposta para o sindicato”, afirma.

 

A assessoria da Secretaria de Estado de Saúde (SES) também confirmou que não há previsão para uma reunião entre governo e sindicato. Desde o dia 23 de outubro, cerca de 800 servidores da saúde do estado de Santa Catarina paralisaram os trabalhos. Conforme Cláusio Vitorino, os serviços de urgência e emergência estão sendo mantidos, além do atendimento aos pacientes já internados. Já os demais serviços estão suspensos.

 

Na segunda-feira (5), o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) determinou que os servidores da Saúde em greve mantenham distância de, no mínimo, 200 metros dos hospitais e demais unidades da SES. A decisão prevê, ainda, que os grevistas não afixem cartazes, faixas e objetos similares nos prédios públicos, assim como impede a colocação de estruturas nas unidades de saúde.

 

Para justificar a greve, os servidores alegam que o governo não apresentou uma proposta satisfatória. Entre as reivindicações dos trabalhadores estão a redução da jornada de trabalho para 30 horas, com manutenção do atual salário com incorporação das horas extras, e a contratação de novos funcionários através de concurso.

 

Em nota, o governo do Estado afirma que apresentou uma nova proposta, a fim de evitar a paralisação. Conforme o secretário do Estado da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, a proposta contempla a contratação de 611 servidores para o Hospital Regional de São José e previsão de ampliação dos serviços.

 

Porém, segundo Cláusio nenhuma proposta foi apresentada ao sindicato. “O governo não nos procurou e nem apresentou nenhuma proposta real. Os três itens que o Governo apresentou são apenas obrigação. O que ele precisa apresentar é uma proposta real de recomposição salarial, já que o servidor da saúde é um dos que menos recebe do estado”, reafirma Cláusio.

Fonte: G1/SC

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