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Força de vontade, fé e vitórias: conheça histórias de quem superou o câncer de mama

Paciente recém-curada relata apreensão com o câncer e importância da Rede Feminina. Voluntária que enfrentou a doença revela felicidade em, agora, poder ajudar quem precisa

12 de novembro de 2023

Iracema Schlüter, recém curada do câncer. (Foto: Isadora Brehmer / JP)

Enfrentar a batalha contra o câncer de mama vai muito além da força da vontade para passar pelo tratamento. É necessário ter apoio e suporte para manter a própria autoestima, que influencia diretamente na saúde e no bem-estar de uma mulher.

Iracema Schlüter é uma das mulheres que passou pela batalha contra o câncer de mama e recentemente comemorou a superação dele. Ela revela que começou a notar os sinais de que havia algo errado no início do ano de 2021.

“Fui ao posto de saúde, na época, onde pediram a mamografia, mas o procedimento não estava sendo feito, por causa da pandemia. O tempo foi passando sem que eu conseguisse fazer o exame e, já no fim daquele ano, eu estava desesperada, não sabia mais o que fazer, então lembrei da Rede Feminina e procurei as voluntárias, buscando alguma ajuda”, relembra Iracema.

Ela buscou a RFCC de Pomerode e, na sede, uma enfermeira a acolheu. Mesmo sendo no mês de dezembro, ela fez um documento explicando a urgência do caso e encaminhou ao setor de saúde. No dia seguinte, entraram em contato, afirmando que Iracema poderia fazer a mamografia.

“Fiz o exame e, no posto de saúde, a médica avaliou minha mamografia e disse que era algo um tanto assustador. Foi marcada a consulta com mastologista, em 04 de janeiro do ano seguinte. Lá, recebi a confirmação que precisaria retirar a mama, pelo estado avançado em que estava o câncer. Eu voltei à Rede Feminina e logo fui acolhida pelas voluntárias, porque desmoronei com a notícia”, conta Iracema.

Foi realizada a retirada da mama e, depois, Iracema seguiu para o tratamento por quimioterapia vermelha.

“Na Rede Feminina tinha o consolo e o apoio que eu precisava. Foram horas muito difíceis, só Deus sabe o que a gente passa. Eu tinha muitas dores no braço e aqui pude ter a massagem, a luva, que me ajudou muito. Graças a Deus agora esta é uma etapa vencida, e estou só no acompanhamento”, destaca.

Para ela, o sentimento hoje é de gratidão por todo o suporte que recebeu durante este período tão sofrido de sua vida.

“O apoio da Rede foi tudo para mim, se não fossem elas, eu não sei o que seria. Existem horas que você só precisa de um abraço e elas me acolheram, pois conhecem a nossa realidade. Há momentos em que você pensa em desanimar, mas Deus me deu forças e colocou pessoas ao meu lado para me acompanhar. E sou muito grata a Rede, pois tudo começou aqui, depois de eu ter vindo a primeira vez, tudo caminhou e eu consegui o diagnóstico e o tratamento. Para quem recebeu esta triste notícia do câncer, eu diria para ter muita fé e confiança em Deus e na sua força. Sem fé não vamos a lugar nenhum”, declara.

De paciente à voluntária

Inês Mércia Krause também passou pelo choque de descobrir o câncer de mama e, hoje, após estar recuperada, faz parte da equipe de voluntárias da Rede Feminina, também ajudando a dar continuidade a este trabalho fundamental.

“Descobri o câncer em setembro de 2018 e em fevereiro de 2019 já consegui fazer a cirurgia. Felizmente, eu consegui descobrir a doença ainda no início e não precisei passar pelas sessões de quimioterapia, que era o meu maior medo. Quando eu soube que não precisaria passar por aquilo, fiquei um pouco mais calma”, comenta Inês.

Inês Mércia Krause enfrentou o câncer e hoje é voluntária da RFCC Pomerode. (Foto: Isadora Brehmer / JP)

 

Ela revela que uma de suas irmãs mais velhas também teve câncer de mama e conseguiu superá-lo, então estava confiante. Inês também enaltece que buscou seguir a risca todas as orientações médicas e se cuidou da melhor forma possível.

Moradora de Pomerode há sete anos, seu primeiro contato com a Rede Feminina foi quando veio realizar um exame preventivo e foi convidada a participar das terapias integrativas. A presidente da RFCC, Marineuza Henschel, a convidou para ser uma voluntária e, há cerca de um ano, aceitou o desafio.

“Atuo no brechó e gosto muito de estar fazendo parte deste grupo, contribuo desta forma, no pedágio também, em eventos. Eu gosto muito de ajudar, sempre gostei e achei que era um modo de fazer isso, além de me fazer bem, posso contribuir com outras pessoas. Aqui somos como uma família, sempre me acolheram muito bem. Hoje me sinto em casa”, garante Inês.

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