Financiamento do BRDE é beneficiado com as novas medidas
BRDE é um dos maiores repassadores de recursos do BNDES no País, com destaque pelas baixas taxas de juros e longos prazos de carência
As medidas de estímulo ao investimento anunciadas pelo Governo Federal esta semana já são sentidas no BRDE. Entre os incentivos voltados à contratação de crédito, a redução do custo de financiamentos para máquinas e equipamentos e ampliação de prazos aumentando seus níveis máximos de participação, se refletiu em linhas creditícias de destaque do Banco. “Uma das principais mudanças que terá influência nos estados abrangidos pelo BRDE será realizada nas linhas de crédito voltadas aos bens de capital, às empresas afetadas pela crise econômica mundial e as destinadas a capital de giro”, detalha o gerente de operações do BRDE, Nelson Ronnie dos Santos.
O Banco se destaca nos financiamentos voltados às indústrias e às empresas de geração de energia. Para esses clientes, o Programa de Sustentação do Investimento (BNDES PSI), que contempla linhas de financiamento de máquinas e equipamentos, foi prorrogado por mais um ano, até dezembro de 2013. As taxas foram reduzidas e houve aumento de prazos e dos níveis de participação máxima. Os juros caíram de 8,7% ao ano para 7,3%, no caso de grandes empresas, e de 6,5% para 5,5% no caso de micro, pequenas e médias empresas. Também cresceu a porcentagem da participação do Banco nos financiamentos, de 70% para 90% para as grandes empresas e de 90% para 100% para pequenas e médias. O BNDES PSI já teve destaque em 2011 devido à forte demanda, que representou 28,2% do valor total de operações contratadas no ano, alcançando R$ 493,7 milhões.
Crise econômica mundial
Novos setores afetados negativamente pela conjuntura econômica internacional também serão contemplados nos incentivos. A previsão é de que as empresas beneficiadas pela ampliação da linha Revitaliza (que define medidas para estimular a competitividade dos setores produtores de bens manufaturados) nos estados abrangidos pelo BRDE serão as de equipamento de informática e periféricos, de material eletrônico e de comunicações e transformados de plástico. Segundo Ronnie, “essas mudanças na linha Revitaliza ainda devem ser normatizadas pelo Conselho Monetário Nacional, mas o BRDE já está acolhendo os novos pedidos de financiamento”. Outro benefício na área foi a ampliação do prazo de amortização de seus financiamentos de 18 para até 24 meses na modalidade exportação
O Progeren, programa de financiamento de capital de giro para a indústria de transformação, passou a contemplar as grandes empresas, com limite de R$ 50 milhões por grupo econômico. Antes da decisão do governo federal, o programa só podia ser acessado por micro, pequenas e médias empresas. Os juros foram reduzidos da faixa de 10,5% a 13% ao ano para 9% a 11,5% ao ano.
De acordo com o diretor de operações do BRDE, Neuto de Conto, “esta revisão das taxas de juros reduzindo suas porcentagens faz com que haja maior interesse dos empresários em contratar os financiamentos e em manter o seu compromisso com o Banco, já que são fatores que certamente influenciarão no crescimento de seus próprios negócios”.