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FIESC acompanha situação na Venezuela e avalia possíveis reflexos para Santa Catarina

Entidade afirma que ainda é cedo para medir impactos na indústria catarinense; comércio bilateral é pouco representativo, mas cenário migratório e mercado de trabalho estão no radar

5 de janeiro de 2026

Foto: Divulgação/Agência Brasil/@realDonaldTrump

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) informou que acompanha com atenção o desenrolar da situação na Venezuela, mas avalia que ainda é prematuro apontar possíveis impactos diretos para a indústria do estado. Segundo a entidade, o comércio entre Santa Catarina e o país vizinho é pouco significativo no contexto das relações internacionais catarinenses.

Em 2025, a Venezuela respondeu por apenas 0,24% das exportações e 0,12% das importações de Santa Catarina. O principal produto exportado pelo estado foi um tipo de máquina agrícola, com vendas que somaram cerca de US$ 15 milhões. Já entre as importações, os adubos e fertilizantes lideraram, representando 3% das compras catarinenses desse segmento, com valor aproximado de US$ 126 milhões.

Outro item relevante foi o alumínio bruto, com importações de US$ 93 milhões, o que colocou a Venezuela como o terceiro maior fornecedor desse produto para Santa Catarina.

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou que a expectativa da entidade é que o posicionamento do Brasil diante do cenário internacional não interfira nas negociações em andamento com os Estados Unidos relacionadas ao chamado “Tarifaço”. Segundo ele, a federação espera que as tratativas continuem sendo conduzidas com base em critérios técnicos.

Além dos aspectos econômicos, a situação migratória também é apontada como um fator de atenção. Dados da Operação Acolhida indicam que cerca de 27,2 mil venezuelanos foram interiorizados para Santa Catarina entre abril de 2018 e janeiro de 2024.

De acordo com Seleme, atualmente a indústria catarinense conta com a mão de obra de imigrantes venezuelanos para suprir vagas e atender à demanda crescente por trabalhadores. “Dependendo dos desdobramentos, existe a possibilidade de o país se tornar novamente atrativo para esses imigrantes”, avalia o presidente da FIESC.

A entidade segue monitorando o cenário, especialmente no que diz respeito aos impactos econômicos, migratórios e ao mercado de trabalho no estado.

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